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Para muitos, a
casta mais sublime e elegante que existe.
A Pinot Noir é uma casta tinta, originária da França. Não existe mistério
quanto a sua origem, sua terra natal é a espetacular Borgonha há mais de 02
mil anos. Os primeiros registros de seu cultivo remetem aos Gauleses em torno
de 150AC. Sua importância e reconhecimento são antigos. Em 1395, o então
Duque da Borgonha, Felipe, proíbe o plantio e cultivo da casta Gamay na Côte
D’Or por considerá-la de qualidade inferior, privilegiando a Pinot Noir.
Por ser tão antiga, a Pinot Noir originou toda uma família de uvas: Pinot
Gris e Pinot Blanc. Além disso, segundo recentes estudos de DNA, 16 castas
distintas têm a Pinot Noir na sua origem, dentre elas: Chardonnay, Gamay,
Melon de Bourgogne (Muscadet) e Auxerrois (Malbec). O cultivo em outras
partes do mundo só começou na década de 1990 (Nova Zelândia, Califórnia,
Oregon, Austrália).
No século XV, a Pinot Noir começa a ser plantada na região que hoje
conhecemos como Champagne, mais precisamente na sub-região de Epernay.
Segundo a lenda, Dom Pérignon utilizava apenas Pinot Noir, alegando que as
uvas brancas tinham uma tendência latente à re-fermentação. Acontece que
mesmo assim o vinho produzido possuía uma instabilidade enorme, tendendo a
interromper a fermentação com o início do frio (Outono) e voltando a
fermentar no calor (Primavera). Dom Pérignon acreditava que guardar os vinhos
em barris de carvalho fazia com que eles perdessem os aromas, portanto, ele
os guardava já nas garrafas. Quando a segunda fermentação ocorria, o gás
(dióxido de carbono) ficava retido na garrafa. E assim, segundo a lenda,
nascia o Champagne. Champagne feito somente de Pinot Noir.
Voltando para a Borgonha... Foi a partir de 1631, com a venda do La Romanée
em Vosne pela abadia de St.Vivant, que os burgueses de Dijon começaram a
investir na região. Rapidamente, o reconhecimento surgiu e os vinhos de
Vosne, Chambertin, Clos de Bèze, Fixin, Volnay ocuparam lugar de destaque
para os franceses. A primeira classificação oficial data de 1861 e deve-se ao
Dr. Jules Lavalle, do Comitê d’Agriculture de Beaune, que a elaborou para a
Exposição Universal do ano seguinte.
Como podemos explicar que uma região tão pequena, produza vinhos tão
diferentes? Como podemos entender a diferença entre um Volnay e um Pommard,
ou ainda, entre um Chambertin e um Nuits? A explicação mais sábia é o que os
franceses chamam de Terroir, ou seja, o conjunto complexo de solo, clima,
situação e ambiente da videira. "É o terroir que explica a Pinot Noir,
ou a Pinot Noir que explica o terroir: de qualquer forma, intimamente
ligados, os dois constituem a chave da variedade da Côte d’Or." (Hugh
Johnson).
Características
A Pinot Noir não se adapta em qualquer região. É uma casta muito difícil de
cultivar, quase temperamental. Para muitos apreciadores só existe uma região
que vale a pena, a Borgonha. Para outros, menos radicais, ainda pode-se
encontrar bons Pinot Noir na Nova Zelândia e Califórnia. Apesar dessa pequena
diferença de opinião, existe o consenso que ninguém faz Pinot Noir como a
Borgonha. Lá ela se mostra insuperável, majestosa e soberba.
A casta é vigorosa, deve-se tomar cuidado com o rendimento. Se o vinhedo não
for bem cuidado, não há nada que se possa fazer na cantina, ou seja, não se
conserta. Apresenta cachos pequenos e de cor violeta profunda, os seus bagos
também são pequenos, redondos, delicados e de casta fina. Necessita de clima
fresco bem equilibrado. Floresce e amadurece mais cedo. O excesso de frio
produz vinhos pálidos e de sabores pobres. O excesso de calor sobre amadurece
a Pinot Noir, provocando sabores e aromas excessivamente tostados e de
geléias, afastando a elegância marcante.
Em linhas gerais, os aromas primários mais encontrados são: frutas vermelhas
(cereja, framboesa, morango, ameixa), florais (violeta, rosas), especiarias
(alcaçuz, açafrão, canela, orégano, chá verde) outros (vegetação rasteira,
terra molhada, chão de terra, almíscar, azeitona preta). Com o tempo de
guarda, os melhores vinhos podem apresentar: amadeirados (sândalo, incenso,
cedrinho, caixa de charutos), animal (couro velho, suor), outros (ervas,
especiarias, funghi, trufa).
Aromas
Na boca, a Pinot Noir é ainda mais fascinante. Alguns especialistas alegam
que ela remete às boas coisas/lembranças da infância. Morangos, sumo de
carne, temperos e uma deliciosa sensação sedosa. Normalmente a acidez se
destaca com taninos e álcool bem equilibrados e discretos. Possui boa
estrutura, intensidade, complexidade e apresenta-se marcante, apesar de seu
corpo ser médio (na maioria das vezes). A passagem por madeira é bem vinda
desde que não destrua sua delicadeza.
A Pinot Noir é uma casta para ser apresentada sozinha (varietal). Poucas
experiências de corte (assemblage) deram certo. Champagne é uma delas, onde
se pode cortar com a Pinot Meunier e a Chardonnay.
Ela pode originar alguns vinhos prontos para o consumo logo que são
engarrafados. Mas os melhores precisam de alguns anos para evoluir. Os vinhos
jovens devem ser consumidos até 05 anos. Os vinhos de guarda seguem a
seguinte linha: de 05 a 12 anos (EUA e Nova Zelândia), de 05 a 20 anos (Côte
D’Or).
Principais Regiões
Conforme já foi dito, a melhor região para a Pinot Noir é a Borgonha. Mas
essa região é complicada, com muitas subdivisões e denominações. A que mais
se destaca é a Côte D’Or, que também é dividida entre Côte de Nuits e Côte de
Beaune, cada uma com as suas apelações, a saber:
Cultivada em poucos lugares do mundo, as principais regiões e características
são:
Grandes Pinots Noir
Compatibilização
A Pinot Noir não é uma casta para iniciantes. Sua estrutura mais delicada
pode decepcionar alguns desavisados. Não espere encontrar madeira nova,
excesso de álcool, doçura ou potência. Os Pinot Noir não são assim.
Podemos dizer que ela é muito versátil e bem vinda à mesa. As melhores
combinações são:
Confira os vinhos degustados pela Confraria dos
Prazeres nesta reunião:
01 – Schubert 2003 –
Pinot Noir "Wairarapa" (Nova Zelândia) - Preço de referência:
R$220,00 (WS88)
02 – Mercurey 2001 –
(Borgonha, Côte Chalonnaise) - Preço de referência: R$160,00
03 – A.Rodet 2001 –
Pommard (Borgonha, Côte de Beaune) - Preço de referência: R$260,00
04 – D.Guy Dufouleur 2000 –
Fixin 1er Cru "Clos du Chapitre – Vieilles Vignes" (Borgonha, Côte
de Nuits) - Preço de referência: R$335,00
05 – C.de Molina 2007 –
Pinot Noir (Chile) - Preço de referência: R$39,70 (Vinho que usamos no Jantar
desta noite)
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Até a próxima degustação!
Texto de André Monteiro. Editado e publicado por: Maicon F. Santos.
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Um espaço para falar de beleza, arte, maquiagens, jóias, viagens, cultura e é claro, muito vinho!Vamos degustar esse maravilhoso universo feminino!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A Uva Pinot Noir
terça-feira, 11 de setembro de 2012
A Uva Cabernet Franc
Casta originária da França, mais precisamente da
região de Bordeaux. Esta casta foi levada para o Loire no século XVII pelo
famoso Cardeal Richelieu, que a plantou na abadia de St. Nicolas de Bourgueil.
Pouca gente sabe, mas a Cabernet Franc é a cabernet original. A famosa Cabernet
Sauvignon surgiu depois, através de um clone entre a Cab. Franc e a Sauvignon
Blanc.
Hoje em dia, a Cabernet Franc é vista como uma uva secundária que entra no
corte bordalês e que se presta apenas para dar volume, cor e alguns aromas mais
escuros e velhos. Isso é irreal e injusto. Ela não possui a potência e a
agressividade da Cabernet Sauvignon, nem a elegância da Merlot, mas ela é
deliciosamente redonda e suave com aromas defumados, terrosos e de frutas como
framboesa e groselha preta.
Características.
A Cabernet Franc se adapta em quase todas as regiões. É uma casta fácil de
cultivar. Pode ser cultivada tanto em regiões quentes como frias. Amadurece
cedo. Em Bordeaux, particularmente no Mèdoc, ela é conhecida como a casta da
segurança, da salvação. Isso porque, nos anos onde a safra de Cabernet
Sauvignon não se mostra boa, potente, a Cabernet Franc entra em maior
quantidade para “salvar” o ano, a safra.
Pode ser vinificada sozinha como no Loire, ou em corte, como em Bordeaux. As
castas mais comuns para o corte são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo,
Sangiovese e Ugni Blanc. Curiosamente, essa casta é responsável por excelentes
vinhos roses do novo mundo.
Apresenta cachos pequenos e de cor violeta profunda, os seus bagos também são
pequenos, redondos, delicados e de casta mais fina que a Cabernet Sauvignon.
Floresce e amadurece mais cedo. O excesso de frio produz vinhos pálidos e de
sabores pobres. O excesso de calor sobre amadurece a Cabernet Franc, provocando
sabores e aromas excessivamente herbáceos e vegetais.
Aromas
Em linhas gerais, os aromas primários mais encontrados são: frutas vermelhas
(cassis, framboesa), frutas pretas (ameixa, groselha), florais (violeta),
especiarias (orégano, chá verde) outros (folhas secas, terra, chão de terra,
funghi seco, tabacco, madeira velha). Com o tempo de guarda, os melhores vinhos
podem apresentar: amadeirados (cedrinho, caixa de charutos), animal (couro
velho, suor), outros (frutas passadas, ervas, especiarias).
Na boca, a Cabernet Franc é menos ácida e tânica do que a Cabernet Sauvignon.
Seus vinhos são mais redondos, menos gordos, quase lembrando um Merlot. Possui
boa estrutura, intensidade, complexidade mediana e apresenta-se marcante,
apesar de seu corpo ser médio (na maioria das vezes). A passagem por madeira é
bem vinda desde que não destrua sua delicadeza, como uma Pinot Noir.
Ela pode originar alguns vinhos prontos para o consumo logo que são
engarrafados. Mas os melhores precisam de alguns anos para evoluir. Os vinhos
jovens devem ser consumidos até 05 anos. Os vinhos de guarda seguem a seguinte
linha: de 05 a 10 anos (Loire e Itália), de 07 a 20 anos (Bordeaux).
Principais Regiões.
Cultivada em poucos lugares, a Cabernet Franc apresenta o seu melhor na França,
mas também está presente em outros países. As melhores regiões são:
Grandes Cabernets Franc
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Compatibilização.
Devido a sua excelente complexidade aromática, a Cabernet Franc pode combinar
com inúmeras culinárias. Merecem destaque: Cozinha Árabe, Marroquina e Grega.
Além disso, ela harmoniza muito bem com Pizza, Lasagna, Frango e Calinha
Caipira.
Confira os vinhos degustados pela Confraria dos
Prazeres nesta reunião:
01 – Odfjell – Orzada Cabernet Franc 2003 (Chile) - Preço de referência:
R$86,00 (WS87)
02 – Clos de Danzay – Chinon 2003 (Loire) - Preço de referência: R$115,00
03 – Ch.de Lamarque 1999 (Bordeaux) - Preço de referência: R$160,00
04 – Ch.Haut-Bergey 2001 (Borbeaux, Pessac-Leognan) - Preço de referência:
R$240,00 (RP90)
05 – Angove’s – Shiraz (Austrália) - Preço de referência: R$45,00
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Até a próxima degustação!
Texto de André Monteiro. Editado e publicado por: Maicon F. Santos.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
ESTAMPAS FLORAIS MARCAM A PRIMAVERA DA ‘DIVERSÃO’
A marca mais divertida,
e preferida da criançada, lança tendências em calçados para a primavera 2012
O inverno está acabando e começa a ceder espaço à nova estação que chega - a primavera. Estação marcada pelas cores que reaparecem com o aumento da temperatura e famosa por fazer florescer os mais belos tipos de flores na natureza.
Foi pensando nesse fenômeno que a Diversão se inspirou para lançar calçados que retratam e tem tudo a ver com o clima dessa época do ano.
As meninas vão adorar as estampas florais, que aparecem na nova coleção em modelos diferentes como tênis, sapatilhas e iates. Para complementar ainda mais os designs surgem detalhes como cadarços feitos de fita, strass, flores e laços aplicados.
Os meninos também poderão aproveitar a primavera com muito estilo. Para eles, a marca desenvolveu calçados coloridos e divertidos que combinam com o ar de brincadeira da estação.
São tênis com estampas de animais, xadrez com cores vibrantes e em tecido jeans - todos descolados e confortáveis para ocasiões como brincar, passear ou ir para escola.
Veja todos os modelos em www.calcadosdiversao.com.br
Júlia Poggetto 0 Twitter: @bancodenoticias
O inverno está acabando e começa a ceder espaço à nova estação que chega - a primavera. Estação marcada pelas cores que reaparecem com o aumento da temperatura e famosa por fazer florescer os mais belos tipos de flores na natureza.
Foi pensando nesse fenômeno que a Diversão se inspirou para lançar calçados que retratam e tem tudo a ver com o clima dessa época do ano.
As meninas vão adorar as estampas florais, que aparecem na nova coleção em modelos diferentes como tênis, sapatilhas e iates. Para complementar ainda mais os designs surgem detalhes como cadarços feitos de fita, strass, flores e laços aplicados.
Os meninos também poderão aproveitar a primavera com muito estilo. Para eles, a marca desenvolveu calçados coloridos e divertidos que combinam com o ar de brincadeira da estação.
São tênis com estampas de animais, xadrez com cores vibrantes e em tecido jeans - todos descolados e confortáveis para ocasiões como brincar, passear ou ir para escola.
Veja todos os modelos em www.calcadosdiversao.com.br
Júlia Poggetto 0 Twitter: @bancodenoticias
Mundo mulher
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A loja de vinhos virou bistrô
Mesas entre prateleiras no
bistrô: vinhos a preço de importadora. E curso em setembro, para
iniciantes./Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação
A casa surgiu como uma
importadora de vinhos, passou a servir comidinhas, para acompanhar a degustação
das garrafas abertas ali. O nome era Le Tire-Bouchon. Este ano, tudo mudou.
Agora se chama La Régalade Bistrô e Empório e serve almoço e jantar de
altíssima qualidade a preços justos.
O responsável pela cozinha é Lindomar Bezerra, que iniciou a carreira como
ajudante no La Cocagne, passando depois pelo Cantaloup e Le Poème Bistrô. O
cardápio mistura receitas das culinárias francesa, italiana e brasileira.
Para começar, escolha a entrada: quiche de alho-poró com salada verde (R$ 19);
polvo grelhado servido com panzanella (pão, tomate e anchova) e feijão branco
(R$ 34); e, entre outras, gateau de abobrinha (R$ 22) – lâminas de abobrinha
com queijo brie, azeite de ervas e salada verde.
No prato principal, pode ir bem
confit de canard (R$ 58), sobrecoxa de pato cozido na sua gordura, com ragu de
feijão branco, linguiça curada e ervilha torta, ou
guisado de coelho (R$ 42), no qual o coelho é marinado ao vinho branco por 24h
depois guisado nos legumes, servido com purê de batata.
No menu infantil há cubos de frango grelhado com spaghetti alho e óleo (R$ 25)
e estrogonofe (R$ 32), entre outros.
Para sobremesa, as crianças (os adultos também) vão adorar o brigadeiro de
colher (R$ 9). Há ainda creme brulê de doce de leite (R$ 19); petit gateau de
limão siciliano (R$ 22); sorvetes La Basque de 140 ml (R$ 7) e café gourmet (R$
24), com café expresso Santa Mônica e três mini sobremesas.
Todos os sábados é servido o cassoulet, a feijoada francesa, que leva feijão branco,
pato, cordeiro, costelinha defumada, acompanhada de salada verde e arroz. Custa
R$ 58 por pessoa. Executivo a R$ 34.
Quem mora ou trabalha na região de Santa Cecília pode aproveitar o menu
executivo, servido na hora do almoço (das 12h às 15h) de terça a sexta. Custa
R$ 34 por pessoa e inclui entrada, prato principal e sobremesa. Todos os dias,
ao longo de cinco semanas, há opções diferentes, incluindo um prato de carne e
outro de peixe. Um dia você come cuscuz marroquino com salada verde na
entrada, escalope de filé mignon com purê de mandioquinha e creme brulê de
sobremesa. No outro, Saint Pierre para principal e abacaxi.
No salão com 80 lugares, as mesas são civilizadamente distantes umas das
outras, para preservar a privacidade dos comensais. Há Wi-fi gratuito. E o
clima é de bistrô francês, tanto que permite, como na França, a entrada de cães
e gatos. E nada de fumaça na comida, pois não possui área para fumantes.
Vinhos
A cultura do vinho é preciosa ali, já que a proprietária, Nina Bastos, há 30
anos se dedica ao assunto. As garrafas são vendidas, para consumo à mesa, pelo
preço da loja, igual ao da importadora. Você pode pedir opinião aos someliês ou
escolher na na prateleira. Até o fim deste mês, pais e filhos que jantarem
juntos no La Regalade ganham 50% de desconto na garrafa de 750 ml. Se você
preferir levar seu próprio vinho, a rolha sai por R$ 30.
Em setembro a casa sedia um curso sobre vinhos em três módulos,
ministrado aos sábados. Custará R$ 380. "É destinado a quem quer
aprender melhor como degustar um bom vinho, da importância da geografia às boas
harmonizações", explica Nina.
La Regalade. Rua Barão de
Tatuí, 285. Santa Cecília. Tel.: 3660-4510. www.laregalade.com.br
Por Diário do Comércio
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Projeto de casa-escritório explora as experiências sensoriais
Seja pela irreverência da arquitetura ou pela explosão de luzes, o
imóvel, de longe, já chama a atenção. Instalada em uma antiga gráfica, em
Saint-Ouen, subúrbio de Paris, a casa-escritório projetada pela arquiteta
Nathalie Wolberg explora ao máximo as experiências sensoriais e visuais. O
objetivo? Proporcionar conforto físico e mental e dar ao indivíduo a
oportunidade de, através da arquitetura, ganhar qualidade de vida.
Os ambientes abertos e generosos foram pensados
como se fossem cenários de teatro e adquirem diferentes configurações de acordo
com o uso. Uma rede foi fixada entre vigas da casa para quem quiser relaxar,
enquanto a escada sem corrimão brinca com a sensação de liberdade do indivíduo.
A iluminação tem várias opções de cores para criar diferentes sensações. Já as
cortinas descem e sobem nos ambientes, proporcionando espaços acolhedores e
atmoferas diferentes. O projeto é baseado nas necessidades de autonomia,
intimidade e partilha do indivíduo. E a arquitetura contribui para o desempenho
destas qualidades.
Goiasnet.com/O
Globo
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Aprendendo a comprar vinhos: internet?
Garrafas virtuais na nova
Loja Mistral JK
Já
comparei nesta coluna as vantagens e desvantagens de comprar vinhos em
supermercado ou loja especializada. Supermercados têm grande poder de compra:
imaginem um Pão de Açúcar, Mufatto no Paraná ou Angeloni em Santa Catarina.
Porém, se o mundo do vinho é oceano, a oferta dos supermercados médios é lagoa.
Em geral concentram 50 rótulos básicos, dos portugueses de marca às santas
argentinas e santos chilenos, sem esquecer o quinhãozinho do Diabo na casinha.
Acontece que os supermercados sabem quais são os rótulos mais vendidos e
agregam uma razoável mais
valia em cima
dos "vinhos que todos compram" (Chianti, Periquita, Dão, Malbec e
qualquer coisa com Cabernet Sauvignon). Apenas quem tem dinheiro sobrando
compra vinho em supermercado. Ou então fica atento a alguma liquidação depois
que "ninguém comprou" a novidade.
Afora o preço alto, o supermercado é emburrecedor. O consumidor não tem qualquer orientação, e
então se acovarda na hora da escolha, repete o vinho que já provou, algum merlot
nacional ou malbec argentino com a semelhança de que começam com "m".
Embora existam milhares de rótulos e uvas a conhecer, o cidadão repete chardoné
com peixe, merlô com frango e cabernê com carne. Aliás, sai de férias sempre
para o mesmo lugar, Gramado ou Porto de Galinhas com medo de sair da concha.
Nada contra quem se sente bem no mesmo lugar, mas a vida é tão curta e com
certeza há lugares e vinhos maravilhosos a descobrir. Tenha consciência de sua
vida nos mínimos detalhes; conduza não seja conduzido!
Por sua
vez, a compra em loja especializada oferece vantagens e riscos. Nelas o
consumidor pode contar com a orientação do vendedor, mas o risco é ser
influenciado. A recomendação básica é não ultrapassar a faixa
de preço que
pretende gastar. Deixe claro o seu limite e desconsidere a tentação daquele
"francês em oferta". Mais ou menos como no restaurante sob a
influência do someliê, fique esperto para não gastar mais do que o previsto.
Atenção para a inversão dos papéis: não seja você consumidor a querer agradar o
vendedor! Receba orientação mas não se deixe intimidar. Use-o;
não seja usado. Saiba que ele é mais ágil do que você em termos de
"negociação". Uma boa dica é fixar desde logo a zona de barganha; se
você pretende gastar na faixa de R$ 40 diga logo que procura algo em
torno de R$ 30, para no máximo aceitar R$ 50 em caso de alguma "oferta
imperdível".
E por fim a sugestão: utilize
a ferramenta da internet. Hoje,
todas as boas importadoras – em ordem alfabética Cellar, Decanter, Expand,
Grand Cru, Mistral, World Wine, Vinci, Vinea, Ville Du Vin, Zahil – têm páginas
com direcionamento de países, regiões e faixas de preço, de modo que fica fácil
pesquisar na rede alguma novidade ou até ofertas do dia, algo que fique
confortável em seu bolso, até porque – convenhamos – Abílio Diniz já é
suficientemente rico. A enorme vantagem da web reside na possibilidade de pensar com calma. Na web
você tem "informação" e "tempo". Ninguém estará te
pressionando para comprar.
Ressalvados alguns sites que não revelam o preço (p. ex. Adega Alentejana) e
por isso afastam
o interesse do consumidor, na internet é possível
comparar preços e escolher com base nas informações que trazem, por exemplo
país, região, tipo de uva, graduação alcoólica, estágio ou não em barrica,
seleção de uvas, harmonização com comida, eventual pontuação de revistas
especializadas etc. Há também lojas não importadoras que oferecem bons preços,
algumas vezes inferiores aos do atacado, por exemplo o Rei do Whisky.
O que você está esperando? Acesse a rede, selecione desta ou daquela página o
que lhe parece melhor, compare com outros sites, sem a desvantagem de fechar
negócio sob pressão. Navegue
na web sem derrapar na maionese das máquinas de espremer consumidores como os
Walmart e Carrefour da vida.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Toda mulher tem que ser extremamente FEMININA
Google Imagens
Ao contrário do que muitas pensam, ser extremamente
feminina não é sempre usar uma saia ou um vestido, achar que calça jeans é uma
peça masculina e viver enfeitada como uma alegoria de escola de samba.
Existem certas particularidades que são
exclusivamente das mulheres, e que muitas delas acabam não utilizando e, desta
forma, se desvalorizando. Toda mulher tem que ser extremamente feminina. Em
primeiro lugar, tem que se cuidar.
Cabelos e unhas sempre arrumados, tem que estar
sempre perfumadas, pele macia, cheirinho de banho tomado. O menos é sempre
mais. Nada de roupa vulgar pra chamar atenção. Tem que chamar atenção por si
só, por ser feminina. Sempre com boas e bonitas lingeries, maquiagem leve, e o
essencial sempre na bolsa. Por mais intimidade que se tenha, tem coisas que são
somente nossas e que os homens comentam com naturalidade, porém não combinam. Eles
anunciam que vão ao banheiro fazer o tal número dois, que vão fazer a barba,
entre outros por menores. Mas não é porque ele tem toda esta intimidade contigo
que você tem que anunciar o seu momento *EU*.
A mulher tem que ser discreta, ser extremamente
feminina, tem que ser delicada, carinhosa, demonstrar sim seu romantismo, seus
sentimentos, cuidar, se preocupar, mas tudo com naturalidade, sem fazer para
chamar a atenção ou para conquistar seja lá o que for. E tem que se cuidar, se
arrumar para ir até a padaria da esquina, e ser sempre feminina.
Extremamente e delicadamente feminina, no seu jeito
de ser, de abraçar, de agarrar, de beijar, de carinhosamente o elogiar quando
estiver muito bonito, de fazer questão de darem as mãos para sair ou de darem
as mãos em um ato de carinho simplesmente sentados no sofá. Seja você, mas
valorize-se quanto mulher, seja feminina como se deve ser. SEMPRE!
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