quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Uva Pinot Noir


Para muitos, a casta mais sublime e elegante que existe.

A Pinot Noir é uma casta tinta, originária da França. Não existe mistério quanto a sua origem, sua terra natal é a espetacular Borgonha há mais de 02 mil anos. Os primeiros registros de seu cultivo remetem aos Gauleses em torno de 150AC. Sua importância e reconhecimento são antigos. Em 1395, o então Duque da Borgonha, Felipe, proíbe o plantio e cultivo da casta Gamay na Côte D’Or por considerá-la de qualidade inferior, privilegiando a Pinot Noir.

Por ser tão antiga, a Pinot Noir originou toda uma família de uvas: Pinot Gris e Pinot Blanc. Além disso, segundo recentes estudos de DNA, 16 castas distintas têm a Pinot Noir na sua origem, dentre elas: Chardonnay, Gamay, Melon de Bourgogne (Muscadet) e Auxerrois (Malbec). O cultivo em outras partes do mundo só começou na década de 1990 (Nova Zelândia, Califórnia, Oregon, Austrália).

No século XV, a Pinot Noir começa a ser plantada na região que hoje conhecemos como Champagne, mais precisamente na sub-região de Epernay. Segundo a lenda, Dom Pérignon utilizava apenas Pinot Noir, alegando que as uvas brancas tinham uma tendência latente à re-fermentação. Acontece que mesmo assim o vinho produzido possuía uma instabilidade enorme, tendendo a interromper a fermentação com o início do frio (Outono) e voltando a fermentar no calor (Primavera). Dom Pérignon acreditava que guardar os vinhos em barris de carvalho fazia com que eles perdessem os aromas, portanto, ele os guardava já nas garrafas. Quando a segunda fermentação ocorria, o gás (dióxido de carbono) ficava retido na garrafa. E assim, segundo a lenda, nascia o Champagne. Champagne feito somente de Pinot Noir.

Voltando para a Borgonha... Foi a partir de 1631, com a venda do La Romanée em Vosne pela abadia de St.Vivant, que os burgueses de Dijon começaram a investir na região. Rapidamente, o reconhecimento surgiu e os vinhos de Vosne, Chambertin, Clos de Bèze, Fixin, Volnay ocuparam lugar de destaque para os franceses. A primeira classificação oficial data de 1861 e deve-se ao Dr. Jules Lavalle, do Comitê d’Agriculture de Beaune, que a elaborou para a Exposição Universal do ano seguinte.

Como podemos explicar que uma região tão pequena, produza vinhos tão diferentes? Como podemos entender a diferença entre um Volnay e um Pommard, ou ainda, entre um Chambertin e um Nuits? A explicação mais sábia é o que os franceses chamam de Terroir, ou seja, o conjunto complexo de solo, clima, situação e ambiente da videira. "É o terroir que explica a Pinot Noir, ou a Pinot Noir que explica o terroir: de qualquer forma, intimamente ligados, os dois constituem a chave da variedade da Côte d’Or." (Hugh Johnson).

Características

A Pinot Noir não se adapta em qualquer região. É uma casta muito difícil de cultivar, quase temperamental. Para muitos apreciadores só existe uma região que vale a pena, a Borgonha. Para outros, menos radicais, ainda pode-se encontrar bons Pinot Noir na Nova Zelândia e Califórnia. Apesar dessa pequena diferença de opinião, existe o consenso que ninguém faz Pinot Noir como a Borgonha. Lá ela se mostra insuperável, majestosa e soberba.

A casta é vigorosa, deve-se tomar cuidado com o rendimento. Se o vinhedo não for bem cuidado, não há nada que se possa fazer na cantina, ou seja, não se conserta. Apresenta cachos pequenos e de cor violeta profunda, os seus bagos também são pequenos, redondos, delicados e de casta fina. Necessita de clima fresco bem equilibrado. Floresce e amadurece mais cedo. O excesso de frio produz vinhos pálidos e de sabores pobres. O excesso de calor sobre amadurece a Pinot Noir, provocando sabores e aromas excessivamente tostados e de geléias, afastando a elegância marcante.

Em linhas gerais, os aromas primários mais encontrados são: frutas vermelhas (cereja, framboesa, morango, ameixa), florais (violeta, rosas), especiarias (alcaçuz, açafrão, canela, orégano, chá verde) outros (vegetação rasteira, terra molhada, chão de terra, almíscar, azeitona preta). Com o tempo de guarda, os melhores vinhos podem apresentar: amadeirados (sândalo, incenso, cedrinho, caixa de charutos), animal (couro velho, suor), outros (ervas, especiarias, funghi, trufa).

Aromas

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Cereja,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Framboesa,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Morango fresco,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ameixa vermelha,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Violeta,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Rosas,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Açafrão,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Sândalo,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Cedrinho,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Trufas,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Terroso,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Almíscar

Na boca, a Pinot Noir é ainda mais fascinante. Alguns especialistas alegam que ela remete às boas coisas/lembranças da infância. Morangos, sumo de carne, temperos e uma deliciosa sensação sedosa. Normalmente a acidez se destaca com taninos e álcool bem equilibrados e discretos. Possui boa estrutura, intensidade, complexidade e apresenta-se marcante, apesar de seu corpo ser médio (na maioria das vezes). A passagem por madeira é bem vinda desde que não destrua sua delicadeza.

A Pinot Noir é uma casta para ser apresentada sozinha (varietal). Poucas experiências de corte (assemblage) deram certo. Champagne é uma delas, onde se pode cortar com a Pinot Meunier e a Chardonnay.

Ela pode originar alguns vinhos prontos para o consumo logo que são engarrafados. Mas os melhores precisam de alguns anos para evoluir. Os vinhos jovens devem ser consumidos até 05 anos. Os vinhos de guarda seguem a seguinte linha: de 05 a 12 anos (EUA e Nova Zelândia), de 05 a 20 anos (Côte D’Or).

Principais Regiões

Conforme já foi dito, a melhor região para a Pinot Noir é a Borgonha. Mas essa região é complicada, com muitas subdivisões e denominações. A que mais se destaca é a Côte D’Or, que também é dividida entre Côte de Nuits e Côte de Beaune, cada uma com as suas apelações, a saber:

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Côte de Beaune: Ladoix, Pernand-Vergelesses, Aloxe-Corton, Chorey-lês-Beaune, Savigny-lês-Beaune, Beaune, Pommard, Volnay, Monthélie, Meursault, Auxey-Duresses, Saint-Romain, Puligny-Montrachet, Saint-Aubin, Chassagne-Montrachet, Santenay e Maranges.

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Côte de Nuits: Marsannay, Fixin, Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Chambolle-Musigny, Vougeot, Vosne-Romanée e Nuits-Saint-Georges.

Cultivada em poucos lugares do mundo, as principais regiões e características são:

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif França, Borgonha (Côte de Nuits) – Começa ao sul da cidade de Dijon e se estende até Nuits-Saint-Georges. A melhor e mais espetacular região para a Pinot Noir. Seus vinhos precisam de tempo para evoluir e mostrar todos os nuances de aromas e gostos;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif França, Borgonha (Côte de Beaune) – Começa na cidade de Ladoix e se estende até Santenay. Uma das melhores expressões. Vinhos menos complexos que precisam de menos tempo para evoluir. Elegantes, perfumados e delicados;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif França, Champagne – As melhores vinhas estão em Montagne de Reims e é aí que a Pinot Noir domina. Outra região produtora é o Aube. No total, ela é responsável por 35% da área plantada;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Nova Zelândia – A melhor alternativa a Borgonha. Também é excelente, porém com menos elegância e delicadeza, mas com uma competente estrutura. A Ilha do Norte mostrou-se muito quente para a Pinot Noir, assim sendo, a Ilha do Sul investiu nessa variedade de uva, principalmente na sub-região de Canterbury e Marlborough. A única exceção na Ilha do Norte é a sub-região de Wairarapa, onde o micro clima permite produzir Pinot Noir mais excitantes. Vale a pena;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif EUA (Califórnia) – Produz vinhos deliciosos e muitas vezes, complexos. Possuem aromas exuberantes de framboesa e cereja com toques de carvalho francês;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif EUA (Oregon) – O destaque fica por conta da sub-região de Willamette Valley, excepcional produtora de Pinot Noir;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Outras Regiões – Ainda merecem destaque alguns produtores da África do Sul, Chile, Austrália e Itália.

Grandes Pinots Noir

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif DRC,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Leroy,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Faiveley,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Louis Jadot,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Jean Grivot,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif J.Drouhin,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif D.des Lambrays,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif D.Leflaive
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Méo-Camuzet,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Comte Georges de Vogüé,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Alain Michelot,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif D.Dujac,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Dominique Laurent,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Dugat-Py,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Pierre Damoy,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Philippe Pacalet,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Denis Bachelet,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Denis Mortet,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif E.Rouget,
   
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Rousseau,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif A.Rodet,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Robert Chevillon,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Bernard Morey,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Braida,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Rochioli,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Calera,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif D.Drouhin,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Giaconda,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ata Rangi,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Schubert,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Dry River,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Felton Road,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Isabel,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Cloud Bay,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Martinborough,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Seresin,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Villard.

Compatibilização

A Pinot Noir não é uma casta para iniciantes. Sua estrutura mais delicada pode decepcionar alguns desavisados. Não espere encontrar madeira nova, excesso de álcool, doçura ou potência. Os Pinot Noir não são assim.

Podemos dizer que ela é muito versátil e bem vinda à mesa. As melhores combinações são:

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Borgonha – Os parceiros ideais são as aves de caça, como o pato, especialmente se servidos com cerejas cozidas; galinha d’angola, carré de vitela, trufas. Os tintos da Côte de Beaune combinam mais com caças de sabores suaves como o faisão, javali e coelho. Enquanto os tintos da Côte de Nuits, precisam de sabores mais marcantes, como o pombo, pato selvagem, veado e lebre. Não esquecendo do clássico Boeuf à la Bourguignonne;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Nova Zelândia e Austrália – Combinam com codorna, pato, peru, presunto e peixes carnudos. Por sinal, Atum e Salmão são boas escolhas para Pinot Noir mais leves e jovens;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif EUA - seguem a mesma compatibilização dos neozelandeses.

Confira os vinhos degustados pela Confraria dos Prazeres nesta reunião:

01 – Schubert 2003 – Pinot Noir "Wairarapa" (Nova Zelândia) - Preço de referência: R$220,00 (WS88)
02 – Mercurey 2001 – (Borgonha, Côte Chalonnaise) - Preço de referência: R$160,00
03 – A.Rodet 2001 – Pommard (Borgonha, Côte de Beaune) - Preço de referência: R$260,00
04 – D.Guy Dufouleur 2000 – Fixin 1er Cru "Clos du Chapitre – Vieilles Vignes" (Borgonha, Côte de Nuits) - Preço de referência: R$335,00
05 – C.de Molina 2007 – Pinot Noir (Chile) - Preço de referência: R$39,70 (Vinho que usamos no Jantar desta noite)

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Até a próxima degustação!

Texto de André Monteiro. Editado e publicado por: Maicon F. Santos.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Uva Cabernet Franc


Casta originária da França, mais precisamente da região de Bordeaux. Esta casta foi levada para o Loire no século XVII pelo famoso Cardeal Richelieu, que a plantou na abadia de St. Nicolas de Bourgueil. Pouca gente sabe, mas a Cabernet Franc é a cabernet original. A famosa Cabernet Sauvignon surgiu depois, através de um clone entre a Cab. Franc e a Sauvignon Blanc.

Hoje em dia, a Cabernet Franc é vista como uma uva secundária que entra no corte bordalês e que se presta apenas para dar volume, cor e alguns aromas mais escuros e velhos. Isso é irreal e injusto. Ela não possui a potência e a agressividade da Cabernet Sauvignon, nem a elegância da Merlot, mas ela é deliciosamente redonda e suave com aromas defumados, terrosos e de frutas como framboesa e groselha preta.

Características.

A Cabernet Franc se adapta em quase todas as regiões. É uma casta fácil de cultivar. Pode ser cultivada tanto em regiões quentes como frias. Amadurece cedo. Em Bordeaux, particularmente no Mèdoc, ela é conhecida como a casta da segurança, da salvação. Isso porque, nos anos onde a safra de Cabernet Sauvignon não se mostra boa, potente, a Cabernet Franc entra em maior quantidade para “salvar” o ano, a safra.

Pode ser vinificada sozinha como no Loire, ou em corte, como em Bordeaux. As castas mais comuns para o corte são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Sangiovese e Ugni Blanc. Curiosamente, essa casta é responsável por excelentes vinhos roses do novo mundo.

Apresenta cachos pequenos e de cor violeta profunda, os seus bagos também são pequenos, redondos, delicados e de casta mais fina que a Cabernet Sauvignon. Floresce e amadurece mais cedo. O excesso de frio produz vinhos pálidos e de sabores pobres. O excesso de calor sobre amadurece a Cabernet Franc, provocando sabores e aromas excessivamente herbáceos e vegetais.

Aromas

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Folhas Secas,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Frutas passadas,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Groselha Preta,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ameixa Preta,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Terrosos,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Funghi Seco,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Madeira velha.

Em linhas gerais, os aromas primários mais encontrados são: frutas vermelhas (cassis, framboesa), frutas pretas (ameixa, groselha), florais (violeta), especiarias (orégano, chá verde) outros (folhas secas, terra, chão de terra, funghi seco, tabacco, madeira velha). Com o tempo de guarda, os melhores vinhos podem apresentar: amadeirados (cedrinho, caixa de charutos), animal (couro velho, suor), outros (frutas passadas, ervas, especiarias).

Na boca, a Cabernet Franc é menos ácida e tânica do que a Cabernet Sauvignon. Seus vinhos são mais redondos, menos gordos, quase lembrando um Merlot. Possui boa estrutura, intensidade, complexidade mediana e apresenta-se marcante, apesar de seu corpo ser médio (na maioria das vezes). A passagem por madeira é bem vinda desde que não destrua sua delicadeza, como uma Pinot Noir.

Ela pode originar alguns vinhos prontos para o consumo logo que são engarrafados. Mas os melhores precisam de alguns anos para evoluir. Os vinhos jovens devem ser consumidos até 05 anos. Os vinhos de guarda seguem a seguinte linha: de 05 a 10 anos (Loire e Itália), de 07 a 20 anos (Bordeaux).

Principais Regiões.

Cultivada em poucos lugares, a Cabernet Franc apresenta o seu melhor na França, mas também está presente em outros países. As melhores regiões são:

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif França, Bordeaux – Se apresenta em corte, com destaque para os vinhos da margem direita (Pomerol e St.Emilion). Referência máxima: Ch.Cheval Blanc;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif França, Loire – Se apresenta varietal, com vinhos mais redondos, harmoniosos e deliciosamente aromáticos. As melhores sub-regiões são: Chinon e Bourgueil;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Itália, Norte – Vinhos secos elegantes e delicados. Região do Friuli;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Chile, Maipo – Vinhos secos frescos e jovens;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Brasil, Vale dos Vinhedos – Vinhos frágeis e difíceis mas que as vezes surpreendem pela qualidade. Melhores produtores são: Valduga e Don Giovanni.

Grandes Cabernets Franc

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Ausone;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.de Beauregard;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Belair;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Canon;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Cheval-Blanc;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Figeac;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Clos des Jacobins;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Clos L’Eglise;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.L’Evangile;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Haut-Bergey;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Lafleur;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Tour-Figeac;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Philippe Alliet;
   
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Bernard Baudry;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.de Bonnevaux;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Pierre-Jacques;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Drüet;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Charles Joguet;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.des Roches;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.de Villeneuve;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Franz Haaz;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Quintarelli;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Russiz;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif San Leonardo;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Schiopetto;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Valdivieso.

Compatibilização.

Devido a sua excelente complexidade aromática, a Cabernet Franc pode combinar com inúmeras culinárias. Merecem destaque: Cozinha Árabe, Marroquina e Grega. Além disso, ela harmoniza muito bem com Pizza, Lasagna, Frango e Calinha Caipira.

Confira os vinhos degustados pela Confraria dos Prazeres nesta reunião:

01 – Odfjell – Orzada Cabernet Franc 2003 (Chile) - Preço de referência: R$86,00 (WS87)
02 – Clos de Danzay – Chinon 2003 (Loire) - Preço de referência: R$115,00
03 – Ch.de Lamarque 1999 (Bordeaux) - Preço de referência: R$160,00
04 – Ch.Haut-Bergey 2001 (Borbeaux, Pessac-Leognan) - Preço de referência: R$240,00 (RP90)
05 – Angove’s – Shiraz (Austrália) - Preço de referência: R$45,00

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Até a próxima degustação!

Texto de André Monteiro. Editado e publicado por: Maicon F. Santos.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ESTAMPAS FLORAIS MARCAM A PRIMAVERA DA ‘DIVERSÃO’



A marca mais divertida, e preferida da criançada, lança tendências em calçados para a primavera 2012 
 
 
O inverno está acabando e começa a ceder espaço à nova estação que chega - a primavera. Estação marcada pelas cores que reaparecem com o aumento da temperatura e famosa por fazer florescer os mais belos tipos de flores na   natureza.
 
Foi pensando nesse fenômeno que a Diversão se inspirou para lançar calçados que retratam e tem tudo a ver com o clima dessa época do ano.
 
As meninas vão adorar as estampas florais, que aparecem na nova coleção em modelos diferentes como tênis, sapatilhas e iates. Para complementar ainda mais os designs surgem detalhes como cadarços feitos de fita, strass, flores e laços aplicados.
 
Os meninos também poderão aproveitar a primavera com muito estilo. Para eles, a marca desenvolveu calçados coloridos e divertidos que combinam com o ar de brincadeira da estação.
 
São tênis com estampas de animais, xadrez com cores vibrantes e em tecido jeans - todos descolados e confortáveis para ocasiões como brincar, passear ou ir para escola.
 
 
Veja todos os modelos em 
www.calcadosdiversao.com.br
 
Júlia Poggetto 0 Twitter: @bancodenoticias
 
Mundo mulher

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A loja de vinhos virou bistrô

Mesas entre prateleiras no bistrô: vinhos a preço de importadora. E curso em setembro, para iniciantes./Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação


A casa surgiu como uma importadora de vinhos, passou a servir comidinhas, para acompanhar a degustação das garrafas abertas ali. O nome era Le Tire-Bouchon. Este ano, tudo mudou. Agora se chama La Régalade Bistrô e Empório e  serve almoço e jantar de altíssima qualidade a preços justos.

O responsável pela cozinha é Lindomar Bezerra, que iniciou a carreira como ajudante no La Cocagne, passando depois pelo Cantaloup e Le Poème Bistrô. O cardápio mistura receitas das culinárias francesa, italiana e brasileira.


Para começar, escolha a entrada: quiche de alho-poró com salada verde (R$ 19); polvo grelhado servido com panzanella (pão, tomate e anchova) e feijão branco (R$ 34); e, entre outras, gateau de abobrinha (R$ 22) – lâminas de abobrinha com queijo brie, azeite de ervas e salada verde.

No prato principal, pode ir bem confit de canard (R$ 58), sobrecoxa de pato cozido na sua gordura, com ragu de feijão branco, linguiça curada     e ervilha torta, ou guisado de coelho (R$ 42), no qual o coelho é marinado ao vinho branco por 24h depois guisado nos legumes, servido com purê de batata.

No menu infantil há cubos de frango grelhado com spaghetti alho e óleo (R$ 25) e estrogonofe (R$ 32), entre outros.


Para sobremesa, as crianças (os adultos também) vão adorar o brigadeiro de colher (R$ 9). Há ainda creme brulê de doce de leite (R$ 19); petit gateau de limão siciliano (R$ 22); sorvetes La Basque de 140 ml (R$ 7) e café gourmet (R$ 24), com café expresso Santa Mônica e três mini sobremesas.


Todos os sábados é servido o cassoulet, a feijoada francesa, que leva feijão branco, pato, cordeiro, costelinha defumada, acompanhada de salada verde e arroz. Custa R$ 58 por pessoa. Executivo a R$ 34.


Quem mora ou trabalha na região de Santa Cecília pode aproveitar o menu executivo, servido na hora do almoço (das 12h às 15h) de terça a sexta. Custa R$ 34 por pessoa e inclui entrada, prato principal e sobremesa. Todos os dias, ao longo de cinco semanas, há opções diferentes, incluindo um prato de carne e outro de peixe. Um dia você come cuscuz marroquino com  salada verde na entrada, escalope de filé mignon com purê de mandioquinha e creme brulê de sobremesa. No outro, Saint Pierre para principal e abacaxi.

No salão com 80 lugares, as mesas são civilizadamente distantes umas das outras, para preservar a privacidade dos comensais. Há Wi-fi gratuito. E o clima é de bistrô francês, tanto que permite, como na França, a entrada de cães e gatos. E nada de fumaça na comida, pois não possui área para fumantes.

Vinhos

A cultura do vinho é preciosa ali, já que a proprietária, Nina Bastos, há 30 anos se dedica ao assunto. As garrafas são vendidas, para consumo à mesa, pelo preço da loja, igual ao da importadora. Você pode pedir opinião aos someliês ou escolher na na prateleira. Até o fim deste mês, pais e filhos que jantarem juntos no La Regalade ganham 50% de desconto na garrafa de 750 ml. Se você preferir levar seu próprio vinho, a rolha sai por R$ 30.

Em setembro a casa sedia um curso sobre vinhos em três módulos, ministrado  aos sábados. Custará R$ 380. "É destinado a quem quer aprender melhor como degustar um bom vinho, da importância da geografia às boas harmonizações", explica Nina.


La Regalade. Rua Barão de Tatuí, 285. Santa Cecília. Tel.: 3660-4510. www.laregalade.com.br


Por Diário do Comércio


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Projeto de casa-escritório explora as experiências sensoriais

Seja pela irreverência da arquitetura ou pela explosão de luzes, o imóvel, de longe, já chama a atenção. Instalada em uma antiga gráfica, em Saint-Ouen, subúrbio de Paris, a casa-escritório projetada pela arquiteta Nathalie Wolberg explora ao máximo as experiências sensoriais e visuais. O objetivo? Proporcionar conforto físico e mental e dar ao indivíduo a oportunidade de, através da arquitetura, ganhar qualidade de vida.


Os ambientes abertos e generosos foram pensados como se fossem cenários de teatro e adquirem diferentes configurações de acordo com o uso. Uma rede foi fixada entre vigas da casa para quem quiser relaxar, enquanto a escada sem corrimão brinca com a sensação de liberdade do indivíduo. A iluminação tem várias opções de cores para criar diferentes sensações. Já as cortinas descem e sobem nos ambientes, proporcionando espaços acolhedores e atmoferas diferentes. O projeto é baseado nas necessidades de autonomia, intimidade e partilha do indivíduo. E a arquitetura contribui para o desempenho destas qualidades.

Goiasnet.com/O Globo


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aprendendo a comprar vinhos: internet?

Garrafas virtuais na nova Loja Mistral JK


Já comparei nesta coluna as vantagens e desvantagens de comprar vinhos em supermercado ou loja especializada. Supermercados têm grande poder de compra: imaginem um Pão de Açúcar, Mufatto no Paraná ou Angeloni em Santa Catarina. Porém, se o mundo do vinho é oceano, a oferta dos supermercados médios é lagoa. Em geral concentram 50 rótulos básicos, dos portugueses de marca às santas argentinas e santos chilenos, sem esquecer o quinhãozinho do Diabo na casinha. Acontece que os supermercados sabem quais são os rótulos mais vendidos e agregam uma razoável mais valia em cima dos "vinhos que todos compram" (Chianti, Periquita, Dão, Malbec e qualquer coisa com Cabernet Sauvignon). Apenas quem tem dinheiro sobrando compra vinho em supermercado. Ou então fica atento a alguma liquidação depois que "ninguém comprou" a novidade.

Afora o preço alto, o supermercado é emburrecedor. O consumidor não tem qualquer orientação, e então se acovarda na hora da escolha, repete o vinho que já provou, algum merlot nacional ou malbec argentino com a semelhança de que começam com "m". Embora existam milhares de rótulos e uvas a conhecer, o cidadão repete chardoné com peixe, merlô com frango e cabernê com carne. Aliás, sai de férias sempre para o mesmo lugar, Gramado ou Porto de Galinhas com medo de sair da concha. Nada contra quem se sente bem no mesmo lugar, mas a vida é tão curta e com certeza há lugares e vinhos maravilhosos a descobrir. Tenha consciência de sua vida nos mínimos detalhes; conduza não seja conduzido!

Por sua vez, a compra em loja especializada oferece vantagens e riscos. Nelas o consumidor pode contar com a orientação do vendedor, mas o risco é ser influenciado. A recomendação básica é não ultrapassar a faixa de preço que pretende gastar. Deixe claro o seu limite e desconsidere a tentação daquele "francês em oferta". Mais ou menos como no restaurante sob a influência do someliê, fique esperto para não gastar mais do que o previsto. Atenção para a inversão dos papéis: não seja você consumidor a querer agradar o vendedor! Receba orientação mas não se deixe intimidar. Use-o; não seja usado. Saiba que ele é mais ágil do que você em termos de "negociação". Uma boa dica é fixar desde logo a zona de barganha; se você pretende gastar na faixa de R$ 40 diga logo que procura algo em  torno de R$ 30, para no máximo aceitar R$ 50 em caso de alguma "oferta imperdível".

E por fim a sugestão: utilize a ferramenta da internet. Hoje, todas as boas importadoras – em ordem alfabética Cellar, Decanter, Expand, Grand Cru, Mistral, World Wine, Vinci, Vinea, Ville Du Vin, Zahil – têm páginas com direcionamento de países, regiões e faixas de preço, de modo que fica fácil pesquisar na rede alguma novidade ou até  ofertas do dia, algo que fique confortável em seu bolso, até porque – convenhamos – Abílio Diniz já é suficientemente rico. A enorme vantagem da web reside na possibilidade de pensar com calma. Na web você tem "informação" e "tempo". Ninguém estará te pressionando para comprar.

Ressalvados alguns sites que não revelam o preço (p. ex. Adega Alentejana) e por isso afastam o interesse do consumidor, na internet é possível comparar preços e escolher com base nas informações que trazem, por exemplo país, região, tipo de uva, graduação alcoólica, estágio ou não em barrica, seleção de uvas, harmonização com comida, eventual pontuação de revistas especializadas etc. Há também lojas não importadoras que oferecem bons preços, algumas vezes inferiores aos do atacado, por exemplo o Rei do Whisky.


O que você está esperando? Acesse a rede, selecione desta ou daquela página o que lhe parece melhor, compare com outros sites, sem a desvantagem de fechar negócio sob pressão. Navegue na web sem derrapar na maionese das máquinas de espremer consumidores como os Walmart e Carrefour da vida.

  
Por Diário do Comércio


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Toda mulher tem que ser extremamente FEMININA


Google Imagens



Ao contrário do que muitas pensam, ser extremamente feminina não é sempre usar uma saia ou um vestido, achar que calça jeans é uma peça masculina e viver enfeitada como uma alegoria de escola de samba.

Existem certas particularidades que são exclusivamente das mulheres, e que muitas delas acabam não utilizando e, desta forma, se desvalorizando. Toda mulher tem que ser extremamente feminina. Em primeiro lugar, tem que se cuidar.

Cabelos e unhas sempre arrumados, tem que estar sempre perfumadas, pele macia, cheirinho de banho tomado. O menos é sempre mais. Nada de roupa vulgar pra chamar atenção. Tem que chamar atenção por si só, por ser feminina. Sempre com boas e bonitas lingeries, maquiagem leve, e o essencial sempre na bolsa. Por mais intimidade que se tenha, tem coisas que são somente nossas e que os homens comentam com naturalidade, porém não combinam. Eles anunciam que vão ao banheiro fazer o tal número dois, que vão fazer a barba, entre outros por menores. Mas não é porque ele tem toda esta intimidade contigo que você tem que anunciar o seu momento *EU*.

A mulher tem que ser discreta, ser extremamente feminina, tem que ser delicada, carinhosa, demonstrar sim seu romantismo, seus sentimentos, cuidar, se preocupar, mas tudo com naturalidade, sem fazer para chamar a atenção ou para conquistar seja lá o que for. E tem que se cuidar, se arrumar para ir até a padaria da esquina, e ser sempre feminina.

Extremamente e delicadamente feminina, no seu jeito de ser, de abraçar, de agarrar, de beijar, de carinhosamente o elogiar quando estiver muito bonito, de fazer questão de darem as mãos para sair ou de darem as mãos em um ato de carinho simplesmente sentados no sofá. Seja você, mas valorize-se quanto mulher, seja feminina como se deve ser. SEMPRE!

POR Paula Cassim