terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Uva Cabernet Franc


Casta originária da França, mais precisamente da região de Bordeaux. Esta casta foi levada para o Loire no século XVII pelo famoso Cardeal Richelieu, que a plantou na abadia de St. Nicolas de Bourgueil. Pouca gente sabe, mas a Cabernet Franc é a cabernet original. A famosa Cabernet Sauvignon surgiu depois, através de um clone entre a Cab. Franc e a Sauvignon Blanc.

Hoje em dia, a Cabernet Franc é vista como uma uva secundária que entra no corte bordalês e que se presta apenas para dar volume, cor e alguns aromas mais escuros e velhos. Isso é irreal e injusto. Ela não possui a potência e a agressividade da Cabernet Sauvignon, nem a elegância da Merlot, mas ela é deliciosamente redonda e suave com aromas defumados, terrosos e de frutas como framboesa e groselha preta.

Características.

A Cabernet Franc se adapta em quase todas as regiões. É uma casta fácil de cultivar. Pode ser cultivada tanto em regiões quentes como frias. Amadurece cedo. Em Bordeaux, particularmente no Mèdoc, ela é conhecida como a casta da segurança, da salvação. Isso porque, nos anos onde a safra de Cabernet Sauvignon não se mostra boa, potente, a Cabernet Franc entra em maior quantidade para “salvar” o ano, a safra.

Pode ser vinificada sozinha como no Loire, ou em corte, como em Bordeaux. As castas mais comuns para o corte são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Sangiovese e Ugni Blanc. Curiosamente, essa casta é responsável por excelentes vinhos roses do novo mundo.

Apresenta cachos pequenos e de cor violeta profunda, os seus bagos também são pequenos, redondos, delicados e de casta mais fina que a Cabernet Sauvignon. Floresce e amadurece mais cedo. O excesso de frio produz vinhos pálidos e de sabores pobres. O excesso de calor sobre amadurece a Cabernet Franc, provocando sabores e aromas excessivamente herbáceos e vegetais.

Aromas

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Folhas Secas,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Frutas passadas,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Groselha Preta,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ameixa Preta,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Terrosos,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Funghi Seco,
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Madeira velha.

Em linhas gerais, os aromas primários mais encontrados são: frutas vermelhas (cassis, framboesa), frutas pretas (ameixa, groselha), florais (violeta), especiarias (orégano, chá verde) outros (folhas secas, terra, chão de terra, funghi seco, tabacco, madeira velha). Com o tempo de guarda, os melhores vinhos podem apresentar: amadeirados (cedrinho, caixa de charutos), animal (couro velho, suor), outros (frutas passadas, ervas, especiarias).

Na boca, a Cabernet Franc é menos ácida e tânica do que a Cabernet Sauvignon. Seus vinhos são mais redondos, menos gordos, quase lembrando um Merlot. Possui boa estrutura, intensidade, complexidade mediana e apresenta-se marcante, apesar de seu corpo ser médio (na maioria das vezes). A passagem por madeira é bem vinda desde que não destrua sua delicadeza, como uma Pinot Noir.

Ela pode originar alguns vinhos prontos para o consumo logo que são engarrafados. Mas os melhores precisam de alguns anos para evoluir. Os vinhos jovens devem ser consumidos até 05 anos. Os vinhos de guarda seguem a seguinte linha: de 05 a 10 anos (Loire e Itália), de 07 a 20 anos (Bordeaux).

Principais Regiões.

Cultivada em poucos lugares, a Cabernet Franc apresenta o seu melhor na França, mas também está presente em outros países. As melhores regiões são:

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif França, Bordeaux – Se apresenta em corte, com destaque para os vinhos da margem direita (Pomerol e St.Emilion). Referência máxima: Ch.Cheval Blanc;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif França, Loire – Se apresenta varietal, com vinhos mais redondos, harmoniosos e deliciosamente aromáticos. As melhores sub-regiões são: Chinon e Bourgueil;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Itália, Norte – Vinhos secos elegantes e delicados. Região do Friuli;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Chile, Maipo – Vinhos secos frescos e jovens;

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Brasil, Vale dos Vinhedos – Vinhos frágeis e difíceis mas que as vezes surpreendem pela qualidade. Melhores produtores são: Valduga e Don Giovanni.

Grandes Cabernets Franc

http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Ausone;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.de Beauregard;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Belair;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Canon;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Cheval-Blanc;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Figeac;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Clos des Jacobins;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Clos L’Eglise;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.L’Evangile;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Haut-Bergey;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Lafleur;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.Tour-Figeac;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Philippe Alliet;
   
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Bernard Baudry;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.de Bonnevaux;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Pierre-Jacques;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Drüet;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Charles Joguet;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.des Roches;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Ch.de Villeneuve;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Franz Haaz;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Quintarelli;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Russiz;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif San Leonardo;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Schiopetto;
http://www.guiadovinho.com.br/pino.gif Valdivieso.

Compatibilização.

Devido a sua excelente complexidade aromática, a Cabernet Franc pode combinar com inúmeras culinárias. Merecem destaque: Cozinha Árabe, Marroquina e Grega. Além disso, ela harmoniza muito bem com Pizza, Lasagna, Frango e Calinha Caipira.

Confira os vinhos degustados pela Confraria dos Prazeres nesta reunião:

01 – Odfjell – Orzada Cabernet Franc 2003 (Chile) - Preço de referência: R$86,00 (WS87)
02 – Clos de Danzay – Chinon 2003 (Loire) - Preço de referência: R$115,00
03 – Ch.de Lamarque 1999 (Bordeaux) - Preço de referência: R$160,00
04 – Ch.Haut-Bergey 2001 (Borbeaux, Pessac-Leognan) - Preço de referência: R$240,00 (RP90)
05 – Angove’s – Shiraz (Austrália) - Preço de referência: R$45,00

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Até a próxima degustação!

Texto de André Monteiro. Editado e publicado por: Maicon F. Santos.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ESTAMPAS FLORAIS MARCAM A PRIMAVERA DA ‘DIVERSÃO’



A marca mais divertida, e preferida da criançada, lança tendências em calçados para a primavera 2012 
 
 
O inverno está acabando e começa a ceder espaço à nova estação que chega - a primavera. Estação marcada pelas cores que reaparecem com o aumento da temperatura e famosa por fazer florescer os mais belos tipos de flores na   natureza.
 
Foi pensando nesse fenômeno que a Diversão se inspirou para lançar calçados que retratam e tem tudo a ver com o clima dessa época do ano.
 
As meninas vão adorar as estampas florais, que aparecem na nova coleção em modelos diferentes como tênis, sapatilhas e iates. Para complementar ainda mais os designs surgem detalhes como cadarços feitos de fita, strass, flores e laços aplicados.
 
Os meninos também poderão aproveitar a primavera com muito estilo. Para eles, a marca desenvolveu calçados coloridos e divertidos que combinam com o ar de brincadeira da estação.
 
São tênis com estampas de animais, xadrez com cores vibrantes e em tecido jeans - todos descolados e confortáveis para ocasiões como brincar, passear ou ir para escola.
 
 
Veja todos os modelos em 
www.calcadosdiversao.com.br
 
Júlia Poggetto 0 Twitter: @bancodenoticias
 
Mundo mulher

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A loja de vinhos virou bistrô

Mesas entre prateleiras no bistrô: vinhos a preço de importadora. E curso em setembro, para iniciantes./Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação


A casa surgiu como uma importadora de vinhos, passou a servir comidinhas, para acompanhar a degustação das garrafas abertas ali. O nome era Le Tire-Bouchon. Este ano, tudo mudou. Agora se chama La Régalade Bistrô e Empório e  serve almoço e jantar de altíssima qualidade a preços justos.

O responsável pela cozinha é Lindomar Bezerra, que iniciou a carreira como ajudante no La Cocagne, passando depois pelo Cantaloup e Le Poème Bistrô. O cardápio mistura receitas das culinárias francesa, italiana e brasileira.


Para começar, escolha a entrada: quiche de alho-poró com salada verde (R$ 19); polvo grelhado servido com panzanella (pão, tomate e anchova) e feijão branco (R$ 34); e, entre outras, gateau de abobrinha (R$ 22) – lâminas de abobrinha com queijo brie, azeite de ervas e salada verde.

No prato principal, pode ir bem confit de canard (R$ 58), sobrecoxa de pato cozido na sua gordura, com ragu de feijão branco, linguiça curada     e ervilha torta, ou guisado de coelho (R$ 42), no qual o coelho é marinado ao vinho branco por 24h depois guisado nos legumes, servido com purê de batata.

No menu infantil há cubos de frango grelhado com spaghetti alho e óleo (R$ 25) e estrogonofe (R$ 32), entre outros.


Para sobremesa, as crianças (os adultos também) vão adorar o brigadeiro de colher (R$ 9). Há ainda creme brulê de doce de leite (R$ 19); petit gateau de limão siciliano (R$ 22); sorvetes La Basque de 140 ml (R$ 7) e café gourmet (R$ 24), com café expresso Santa Mônica e três mini sobremesas.


Todos os sábados é servido o cassoulet, a feijoada francesa, que leva feijão branco, pato, cordeiro, costelinha defumada, acompanhada de salada verde e arroz. Custa R$ 58 por pessoa. Executivo a R$ 34.


Quem mora ou trabalha na região de Santa Cecília pode aproveitar o menu executivo, servido na hora do almoço (das 12h às 15h) de terça a sexta. Custa R$ 34 por pessoa e inclui entrada, prato principal e sobremesa. Todos os dias, ao longo de cinco semanas, há opções diferentes, incluindo um prato de carne e outro de peixe. Um dia você come cuscuz marroquino com  salada verde na entrada, escalope de filé mignon com purê de mandioquinha e creme brulê de sobremesa. No outro, Saint Pierre para principal e abacaxi.

No salão com 80 lugares, as mesas são civilizadamente distantes umas das outras, para preservar a privacidade dos comensais. Há Wi-fi gratuito. E o clima é de bistrô francês, tanto que permite, como na França, a entrada de cães e gatos. E nada de fumaça na comida, pois não possui área para fumantes.

Vinhos

A cultura do vinho é preciosa ali, já que a proprietária, Nina Bastos, há 30 anos se dedica ao assunto. As garrafas são vendidas, para consumo à mesa, pelo preço da loja, igual ao da importadora. Você pode pedir opinião aos someliês ou escolher na na prateleira. Até o fim deste mês, pais e filhos que jantarem juntos no La Regalade ganham 50% de desconto na garrafa de 750 ml. Se você preferir levar seu próprio vinho, a rolha sai por R$ 30.

Em setembro a casa sedia um curso sobre vinhos em três módulos, ministrado  aos sábados. Custará R$ 380. "É destinado a quem quer aprender melhor como degustar um bom vinho, da importância da geografia às boas harmonizações", explica Nina.


La Regalade. Rua Barão de Tatuí, 285. Santa Cecília. Tel.: 3660-4510. www.laregalade.com.br


Por Diário do Comércio


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Projeto de casa-escritório explora as experiências sensoriais

Seja pela irreverência da arquitetura ou pela explosão de luzes, o imóvel, de longe, já chama a atenção. Instalada em uma antiga gráfica, em Saint-Ouen, subúrbio de Paris, a casa-escritório projetada pela arquiteta Nathalie Wolberg explora ao máximo as experiências sensoriais e visuais. O objetivo? Proporcionar conforto físico e mental e dar ao indivíduo a oportunidade de, através da arquitetura, ganhar qualidade de vida.


Os ambientes abertos e generosos foram pensados como se fossem cenários de teatro e adquirem diferentes configurações de acordo com o uso. Uma rede foi fixada entre vigas da casa para quem quiser relaxar, enquanto a escada sem corrimão brinca com a sensação de liberdade do indivíduo. A iluminação tem várias opções de cores para criar diferentes sensações. Já as cortinas descem e sobem nos ambientes, proporcionando espaços acolhedores e atmoferas diferentes. O projeto é baseado nas necessidades de autonomia, intimidade e partilha do indivíduo. E a arquitetura contribui para o desempenho destas qualidades.

Goiasnet.com/O Globo


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aprendendo a comprar vinhos: internet?

Garrafas virtuais na nova Loja Mistral JK


Já comparei nesta coluna as vantagens e desvantagens de comprar vinhos em supermercado ou loja especializada. Supermercados têm grande poder de compra: imaginem um Pão de Açúcar, Mufatto no Paraná ou Angeloni em Santa Catarina. Porém, se o mundo do vinho é oceano, a oferta dos supermercados médios é lagoa. Em geral concentram 50 rótulos básicos, dos portugueses de marca às santas argentinas e santos chilenos, sem esquecer o quinhãozinho do Diabo na casinha. Acontece que os supermercados sabem quais são os rótulos mais vendidos e agregam uma razoável mais valia em cima dos "vinhos que todos compram" (Chianti, Periquita, Dão, Malbec e qualquer coisa com Cabernet Sauvignon). Apenas quem tem dinheiro sobrando compra vinho em supermercado. Ou então fica atento a alguma liquidação depois que "ninguém comprou" a novidade.

Afora o preço alto, o supermercado é emburrecedor. O consumidor não tem qualquer orientação, e então se acovarda na hora da escolha, repete o vinho que já provou, algum merlot nacional ou malbec argentino com a semelhança de que começam com "m". Embora existam milhares de rótulos e uvas a conhecer, o cidadão repete chardoné com peixe, merlô com frango e cabernê com carne. Aliás, sai de férias sempre para o mesmo lugar, Gramado ou Porto de Galinhas com medo de sair da concha. Nada contra quem se sente bem no mesmo lugar, mas a vida é tão curta e com certeza há lugares e vinhos maravilhosos a descobrir. Tenha consciência de sua vida nos mínimos detalhes; conduza não seja conduzido!

Por sua vez, a compra em loja especializada oferece vantagens e riscos. Nelas o consumidor pode contar com a orientação do vendedor, mas o risco é ser influenciado. A recomendação básica é não ultrapassar a faixa de preço que pretende gastar. Deixe claro o seu limite e desconsidere a tentação daquele "francês em oferta". Mais ou menos como no restaurante sob a influência do someliê, fique esperto para não gastar mais do que o previsto. Atenção para a inversão dos papéis: não seja você consumidor a querer agradar o vendedor! Receba orientação mas não se deixe intimidar. Use-o; não seja usado. Saiba que ele é mais ágil do que você em termos de "negociação". Uma boa dica é fixar desde logo a zona de barganha; se você pretende gastar na faixa de R$ 40 diga logo que procura algo em  torno de R$ 30, para no máximo aceitar R$ 50 em caso de alguma "oferta imperdível".

E por fim a sugestão: utilize a ferramenta da internet. Hoje, todas as boas importadoras – em ordem alfabética Cellar, Decanter, Expand, Grand Cru, Mistral, World Wine, Vinci, Vinea, Ville Du Vin, Zahil – têm páginas com direcionamento de países, regiões e faixas de preço, de modo que fica fácil pesquisar na rede alguma novidade ou até  ofertas do dia, algo que fique confortável em seu bolso, até porque – convenhamos – Abílio Diniz já é suficientemente rico. A enorme vantagem da web reside na possibilidade de pensar com calma. Na web você tem "informação" e "tempo". Ninguém estará te pressionando para comprar.

Ressalvados alguns sites que não revelam o preço (p. ex. Adega Alentejana) e por isso afastam o interesse do consumidor, na internet é possível comparar preços e escolher com base nas informações que trazem, por exemplo país, região, tipo de uva, graduação alcoólica, estágio ou não em barrica, seleção de uvas, harmonização com comida, eventual pontuação de revistas especializadas etc. Há também lojas não importadoras que oferecem bons preços, algumas vezes inferiores aos do atacado, por exemplo o Rei do Whisky.


O que você está esperando? Acesse a rede, selecione desta ou daquela página o que lhe parece melhor, compare com outros sites, sem a desvantagem de fechar negócio sob pressão. Navegue na web sem derrapar na maionese das máquinas de espremer consumidores como os Walmart e Carrefour da vida.

  
Por Diário do Comércio


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Toda mulher tem que ser extremamente FEMININA


Google Imagens



Ao contrário do que muitas pensam, ser extremamente feminina não é sempre usar uma saia ou um vestido, achar que calça jeans é uma peça masculina e viver enfeitada como uma alegoria de escola de samba.

Existem certas particularidades que são exclusivamente das mulheres, e que muitas delas acabam não utilizando e, desta forma, se desvalorizando. Toda mulher tem que ser extremamente feminina. Em primeiro lugar, tem que se cuidar.

Cabelos e unhas sempre arrumados, tem que estar sempre perfumadas, pele macia, cheirinho de banho tomado. O menos é sempre mais. Nada de roupa vulgar pra chamar atenção. Tem que chamar atenção por si só, por ser feminina. Sempre com boas e bonitas lingeries, maquiagem leve, e o essencial sempre na bolsa. Por mais intimidade que se tenha, tem coisas que são somente nossas e que os homens comentam com naturalidade, porém não combinam. Eles anunciam que vão ao banheiro fazer o tal número dois, que vão fazer a barba, entre outros por menores. Mas não é porque ele tem toda esta intimidade contigo que você tem que anunciar o seu momento *EU*.

A mulher tem que ser discreta, ser extremamente feminina, tem que ser delicada, carinhosa, demonstrar sim seu romantismo, seus sentimentos, cuidar, se preocupar, mas tudo com naturalidade, sem fazer para chamar a atenção ou para conquistar seja lá o que for. E tem que se cuidar, se arrumar para ir até a padaria da esquina, e ser sempre feminina.

Extremamente e delicadamente feminina, no seu jeito de ser, de abraçar, de agarrar, de beijar, de carinhosamente o elogiar quando estiver muito bonito, de fazer questão de darem as mãos para sair ou de darem as mãos em um ato de carinho simplesmente sentados no sofá. Seja você, mas valorize-se quanto mulher, seja feminina como se deve ser. SEMPRE!

POR Paula Cassim

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mulheres Autossuficientes


Autossuficientes, as mulheres – no mundo criado por elas – não abrem mão do contato físico com um parceiro; querem legar às filhas os valores morais caracterizados por respeito ao próximo e a si mesmas. Nesse mundo, as mulheres não perdem as características femininas como sensibilidade e independência. Além disso, são extremamente valorizadas: serão sempre VIPs, tratadas como rainhas. As palavras mais associadas a esse mundo são equilíbrio, diversão, luxo, união, sustentabilidade, “paparico” e beleza.

Percepção & dilemas

Ø As brasileiras se descrevem como batalhadoras e vencedoras; valorizam o direito de escolha conquistado. Em contrapartida, mostram-se cansadas dos conflitos diários, do desafio de ser uma mulher contemporânea.

Ø Embora assumam diversos papéis diários, as mulheres elegem os filhos como o que mais valorizam na vida. Na prática, o papel de esposa não é tão importante quanto o de ser mãe. É justamente o amor incondicional que desperta o desejo de educar os filhos em um mundo melhor: mais sustentável e menos consumista.

Ø O equilíbrio entre a dedicação à carreira e ao lar é uma grande busca, assim como a preservação da feminilidade. A máxima “mulher tem que ser mulher” resume esse sentimento.

Ø A mulher contemporânea se vê como vencedora, guerreira, autossuficiente, dependente dos homens emocionalmente, amiga, mãe do companheiro, múltipla, sensível, frágil fisicamente e enfermeira.

Ø Elas acreditam que os homens as veem como sexo frágil, dependente emocionalmente e financeiramente, limitada, olham apenas a beleza/corpo, valorizam e respeitam a mulher de hoje.

Ø Entre as vantagens de ser mulher, elegem a possibilidade de ser mãe, fazer compras, ter sensibilidade e intuição.

Ø Nos dilemas, afirmam que não se permitem errar; têm dificuldade em conciliar a carreira, família, estudos e a administração da casa.

Ø As entrevistadas acreditam que as mulheres de hoje são muito mais informadas; as donas de casa, por exemplo, têm mais tempo para ler, ver tevê e buscar informações na internet. Esse nível de informação tem um grande impacto na forma de consumir da família brasileira.

Ø As mulheres se orgulham de a América do Sul possuir duas presidentes, uma vez que o direito ao voto foi obtido por meio do Código Eleitoral Provisório, somente em 24 de fevereiro de 1932.

Ø Os ícones femininos são Dilma Rousseff (poder e vitória); Gisele Bundchen (poder, sucesso e beleza); Juliana Paes (beleza); Hebe Camargo (vitória); Jeniffer Lopez (sedução); Zilda Arns, Glória Pires e Marina Silva (batalhadoras);  Fernanda Montenegro (humildade); e Angelina Jolie e Princesa Diana (altruísmo). Entre outras celebridades admiradas estão Oprah Winfrey, Fátima Bernardes, Ana Paula Padrão, Hillary Clinton – mulheres fortes e femininas.

Ø Entre os desafios apontados pelas entrevistadas estão: ser múltipla; tomar decisões; dividir deveres, não apenas os direitos; e ser menos tolerantes. As entrevistadas revelam que ainda gostam de ser cuidadas.

Ø Na percepção das mulheres, o dinheiro tem que render muito porque não querem esquecer que são mulheres, mães e amigas. Ou seja, com dinheiro podem se “produzir” e ter independência.

Ø As mulheres acreditam que são mais fortes que os homens; competir no mercado de trabalho diretamente com eles faz com que esse sentimento seja mais presente. Por outro lado, as mulheres reforçam a máxima de que “não podem ficar doentes”.

Ø As entrevistadas afirmam que estão em busca da realização profissional como forma de ter mais orgulho perante a família e a sociedade.

Ø Elas se enxergam como seres com responsabilidade, vivência, independência, liberadas sexualmente e que cuidam dos filhos.

Segundo a coordenadora da pesquisa, no final do encontro foi perguntado como seria a bandeira que melhor representaria esse novo mundo feminino; e quais as palavras e adjetivos que definiriam esse mundo. “A bandeira seria desenhada de maneira a mesclar sensualidade e poder. As palavras força e versatilidade foram as mais citadas. A expressão que melhor definiria seria tudo de bom”, afirma Stella Susskind.

Por Stella Susskind - www.shopperexperience.com.br