segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Diamante: Vem do grego "adamas"


O diamante é a única gema constituída por apenas um elemento, o carbono, deve a sua beleza à propriedade de alta refração e dispersão da luz, que o torna cintilante e quase dotado de brilho próprio, com um apreciado jogo de cores iridescente denominado “fogo”. Relacionado pela crença antiga a força e a eternidade do amor.
Conhecido há mais de três mil anos foi descoberto na Índia nos anos 800 a 600 AC, No Brasil foi a primeira pedra preciosa a ser explorada. O país já foi o maior produtor de diamantes do mundo desbancando a Índia, atualmente a África do Sul ocupa este posto. No Brasil existem jazidas de diamantes em Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Tocantins.
Podem se apresentar em diversas cores, desde o incolor, passando por amarelo, castanho, verde, azul, cinza laranja, rosa, roxo e o vermelho considerado o mais raro de todos, sendo que em 30 anos de certificações o GIA nunca registrou um que fosse vermelho puro. Internacionalmente há um padrão para avaliar um diamante chamado de 4 C’S, Colour (cor), Clarity (pureza), Cut (lapidação) e Carat (peso).
“Moussaieff Vermelho” foi o diamante encontrado em meados dos anos 90, em Manhuaçu, Minas Gerais, e originalmente possuía 13,90 ct. Identificado pelo GIA, Instituto Americano de Gemologia, como o maior e a mais rara cor vermelho encontrado na natureza.

Cuidados com a gema: o diamante possui clivagem perfeita e se parte em superficiais planas e definidas.
Ao contrario do que muitos pensam o diamante é apenas muito resistente ao risco, mais extremamente frágil em relação à tenacidade, e pode se partir em ligações mais fracas dos planos de clivagem. Cuidados na cravação e no uso devem ser sempre tomados.


Designer Maria Antonelle






Designer Juliana Caliman Dadalto

 




POR: GHARIMPEIRA




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Suave não. Soave


Google Imagens


Soave: suave em italiano. Não significa vinho doce, como mal empregamos aqui no Brasil. Significa sutil, gentil. E descreve não só o aspecto principal do vinho mas também a ondulação de suas colinas.

Infelizmente, essa zona belíssima e seu vinho delicado foram vítimas de seus próprios criadores que, nos anos 70, preferiram aproveitar-se da fama de seu nome e produzir mais quantidade do que qualidade.

Estamos no Vêneto, a leste das colinas de Verona. O solo escuro deixa evidente sua origem vulcânica. A uva garganega está à vontade e dá nascimento a vinhos frutados e delicados, mas firmes e persistentes.

Hoje, em pleno renascimento, a região esquece a idade das trevas pela qual passou, focando em uma geração de jovens produtores que acredita na qualidade de seu vinho e na força de sua tradição.

Há hoje quatro níveis de denominação para os vinhos. Na base, DOC Soave, um branco simples e de ótimo preço. No topo, DOCG Soave Superiore, que é, teoricamente, a expressão máxima de Soave, e Recioto di Soave, um vinho doce. Há Soave DOC Colli Scaligeri, das colinas fora da zona "clássico" e Soave Classico: o vinho é produzido exclusivamente na demarcação mais antiga, restrita às colinas das cidades de Soave e Monteforte d'Alpone.

Daí, sem dúvida, vêm os vinhos de estilo mais consistente, já que a demarcação respeita bastante a origem geológica vulcânica. Os vinhos expressam força, riqueza de fruta, potência alcoólica e mineralidade, mantendo delicadeza contraditória. Suave, sutil, sim. Mas não muito.
Pieropan Soave Classico 2009
Intenso, mineral, grande elegância e persistência
Onde Decanter, tel. 0/xx/11/3702-2020
Quanto R$ 101,70
Gini Soave Classico 2011
Floral e frutado. Redondo, cremoso e fresco
Onde Cellar, tel. 0/xx/11/5531-2419
Quanto R$ 70
Bolla Soave Classico 2010
Pouco aromático, toque de pêssego, bem fresco em boca
Onde Pão de Açúcar Jardim Paulista, tel. 0/xx/11/3886-0336
Quanto R$ 53,90
Levarie Masi Soave Classico 2010
Aroma leve de peras. Fresco, picante, com boa cremosidade
Onde Mistral, tel. 0/xx/11/3372-3400
Quanto R$ 75,42
Por Alexandra Corvo

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Arte feita para harmonizar com a paisagem toscana


A coleção de obras de arte de Lorenzo e Marco Pallanti, os donos do Castello di Ama


Luiz Horta/AE
Obra de Anish Kapoor, dentro da capela da propriedade, emite ruído constante

Tem gente que faz bom vinho, e é bacana. Tem gente que coleciona arte, sabendo o que escolhe, e é muito bacana. Já um casal como Marco e Lorenza Pallanti, que faz as duas coisas muito bem, já é um exagero. 
Sua coleção não é comprada em galerias ou leilões. É encomendada diretamente aos artistas, para que façam obras site-specific, pensadas para o local e que tenham um diálogo com a paisagem circundante e o assunto vinho, e com o gosto expressivo do duo Pallanti. 
Os escolhidos, sempre favoritos do casal, podem passar o tempo que queiram no Castello, discutir as obras, experimentar. Assim, o Ama vira um museu vivo e com arte espantosamente integrada à paisagem. 
É preciso escutá-los contando de como cada trabalho foi elaborado, para dar ainda mais valor ao que fazem. 
Claro que um dos momentos mais emocionantes foi o de seu encontro com Louise Bourgeois. A artista francesa já estava muito doente para viajar. Recebeu-os na sua residência nova-iorquina e desenhou a escultura. Eles compraram o mármore em Carrara, levaram a Nova York, onde a artista plástica esculpiu uma parte e supervisionou o assistente para que a terminasse.
A de Anish Kapoor também é deslumbrante, foi a obra que mais mexeu comigo. Instalada numa pequena capela, com a pintura e o altar ainda lá, a bola vermelha sem fundo emite um som constante, propositalmente criado para lembrar a monodia do canto gregoriano. 
Por sugestão de Lorenza fiquei sozinho, fechado, deitado no chão, durante um período em que o mundo desapareceu da minha vida. Pena que só temporariamente...
A mais visível é o muro de espelhos de Daniel Van Buren. O jogo entre a paisagem, as janelas cortadas no espelho, o reflexo da paisagem contra a própria paisagem, são uma alegoria de obras da Renascença, quase invisível na sutileza, mas igualmente muito moderna. 
A visita, feita numa manhã de domingo, tendo Lorenza como guia e finalizada com um “roubo”, em que ela e eu provamos em segredo os vinhos 2011 das barricas, fica como uma grande lembrança para mim da cortesia do finíssimo casal romano-florentino. 

Por Luiz Horta

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Harmonizando vinhos com petiscos


     A taça certa também é importante, visse?


Hoje foi o último dia do curso de vinhos na firma e falamos sobre harmonização. Adorei o tópico dos acepipes, tanto que fui pesquisar mais na internê. Assim quando rolar uma reuniãozinha lá em casa, já sei o que servir para combinar com aquele salaminho esperto, rs.

- Azeitonas: Jerez, Riesling

- Ostras: Cablis, Sancerre, Champagne, Muscadet

- Salmão defumado: Riesling

- Salaminho e mortadela: Lambrusco seco e Chardonnay

- Presunto cru: Jerez fino

- Presunto cozido e outros embutidos: Beaujolais, tintos leves e rosés secos

- Camembert ou Brie: Merlot

- Roquefort ou gorgonzola: Porto ou branco doce

- Fondue de queijo: Riseling, branco seco

- Sushi: Champagne brut ou espumante nacional

- Amendoim: nem pensar. Destrói os sabores do vinho!

- Batatinha com vinagrete: água mesmo.



POR MARCELO KATSUKI



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Champagne mais cara do mundo


O champanhe mais caro do mundo possui uma história curiosa as garrafas  foram recuperadas do fundo do mar.

Uma safra de 1907 do champanhe Heidsieck, que ficou no fundo do oceano pelos últimos 80 anos, está sendo vendida por $275,000 a garrafa no Hotel Ritz-Carlton, em Moscou.
Mais de 200 garrafas da perfeitamente preservada bebida foram recuperadas dos destroços de um navio que naufragou na costa da Finlândia, relatou o jornal russo Komersant. Quando o acidente aconteceu, em 1916, a bebida estava sendo levada para a família imperial russa.
Por Adega Curitibana