Revista Marie Claire
Um espaço para falar de beleza, arte, maquiagens, jóias, viagens, cultura e é claro, muito vinho!Vamos degustar esse maravilhoso universo feminino!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Harmonizando costeleta
"Vinho tinto com carne, vinho branco com peixe". Mito.
Nem vou entrar na questão de desmitificar. Vou logo é mostrar para vocês como
é, porque aqui não há mitos. Há fatos.
Um tipo muito mal harmonizado de carne é a de porco. Talvez, por
causa da cara do bicho, associem sua carne com algo forte e poderoso.
Fora o pernil e a paleta, na próxima vez que cravar seus dentes
num suculento pedaço de porco, observe o lombo ou a costela suína. A carne é
tenra e adocicada.
Por isso combina tanto em molhos perfumados de receitas exóticas,
orientais, quanto sozinho num churrasco.
Para vocês verem como as combinações são infinitamente deliciosas
--e nunca dá para generalizar-- vou focar só na costeleta.
Nas receitas orientais, com molhos adocicados e perfumados de
frutas e ervas, brancos aromáticos são a primeira e melhor opção: alvarinhos
portugueses, chardonnays de Casablanca, no Chile, ou os fantásticos e cheirosos
vinhos da Alsace.
Em comum, têm origem em vinhedos onde se alternam temperaturas
quentes, de dia, e frescas, à noite, o que garante corpulência nos vinhos, que
se equilibram com boa acidez e perfume intenso.
Para receitas mais sóbrias, só na grelha ou no churrasco, vamos de
tintos menos exuberantes. Climas mais frescos, como da Alemanha ou do norte da
Borgonha, são uma boa pedida.
Agora, e as receitas de molhos adocicados, à base de frutas
escuras ou de shoyu? Fácil: tintos com aromas equivalentes: frutadões,
achocolatados e tostados. Os mais harmonizáveis vêm do novo mundo. Mendoza,
Califórnia ou Barossa.
Não se trata de desmitificar. Trata-se de sempre pensar um pouco
nos elementos do prato e no dos vinhos para acertar melhor na harmonização. Não
é mito. É fato.
Muscat d'Alsace - Bott Geyl 2009 (Alsácia)
Muito aromático, com notas de jasmim e flores brancas. Boca seca e redonda
Muito aromático, com notas de jasmim e flores brancas. Boca seca e redonda
Villard Chardonnay Expresión 2008 (Casablanca, Chile)
Notas de pêssego maduro e manteiga. Boca untuosa, cheia, com bom frescor
Notas de pêssego maduro e manteiga. Boca untuosa, cheia, com bom frescor
Anselmann Pinot noir 2011 (Pfalz, Alemanha)
Aroma de flor seca e pimenta. Seco, redondo, fino e elegante
Aroma de flor seca e pimenta. Seco, redondo, fino e elegante
Villa San Juliette Merlot 2008 (Califórnia)
Notas de frutas negras. Boca firme, tânica, com final tostadinho
Notas de frutas negras. Boca firme, tânica, com final tostadinho
Por Alexandra Corvo
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Abaixo o prosecco
Google Imagens
Fiz um
esforço; no casamento de meu filho servi champagne Laurent Perrier. Entretanto
– vim a saber – alguns garçons serviam os convidados com a frase "quer
mais prosecco"? Ou seja, de tão comum o prosecco se tornou denominação
geral de espumantes. Porque isso aconteceu é o que procuraremos explicar,
antecipando que a resposta está... no preço.
Antes tentarei reconstruir a história do champagne, lembrando
inicialmente que seria vinho ruim... se as bolhas não tivessem sido
controladas. No frio nordeste da França, a fermentação começava no fim do
outono e interrompia naturalmente no inverno (mais ou menos como hoje se
controla a fermentação). Todavia, com a volta do calor na primavera, a
fermentação reiniciava na garrafa arrolhada e... bum!
Os abades Perignon e Ruinart dominaram a técnica, encomendando
vasos mais fortes e rolhas ao invés de panos. Mais tarde criou-se a remuage ou virada da garrafa de ponta-cabeça,
com a remoção dos resíduos e a injeção do licor concentrado que induz a segunda
fermentação. Tudo isso faz do champagne um produto caro. Com o auxílio do
marketing, foi associado ao segmento luxo das grandes ocasiões, como vencer na
Fórmula-1.
Estima-se que a França produza 500 milhões de garrafas, 300
milhões na Champagne, mais 200 milhões nas outras regiões (Crémant d'Alsace, de
Bougogne, Vouvray). A segunda região produtora não é a Itália nem a Espanha
(Cava), mas sim a... Alemanha. Seu espumante pouco conhecido se chama Sekt,
e praticamente todas as 350 milhões de garrafas são consumidas internamente. Em
seguida vem a Itália com 250 milhões entre Prosecco, Franciacorta e outros. No
quarto lugar a Cava espanhola (nome do vinho e da região, na Catalunha, perto
de Barcelona) com produção em torno de 200 milhões de garrafas/ano.
Pois bem, em 1800, Antonio Carpené e três amigos fundaram uma
empresa em Conegliano para produzir espumante. Eis o início do prosecco que,
mais tarde, tornou-se o mais consumido espumante italiano. O grande salto
aconteceu na década de 1980 com a produção maciça em tanques de aço inoxidável
e exportação para os EUA (1º) e Brasil (4º). A vantagem competitiva? Custa 20 a
25% do preço do benchmark. Mas nem tudo são flores; o problema foi o nome! Sim, prosecco é (ou era) nome de uma uva, não de uma região.
Liberou geral; as regiões vizinhas ao centro também passaram a produzir, como
também em vários países (inclusive o Brasil) mais ou menos como se vinificassem
Tempranillo ou Sangiovese.
Em 2009, o governo Italiano demarcou a região original e num
golpe de gênio que fez lembrar os velhos juristas do direito romano passou a
qualificar a uva por seu nome nativo: Glera. Assim, a
partir de 2010, o miolo nobre (Valdobiadene, Conegliano, Cartizze e Asolo) se
chamará Prosecco DOCG (Denominação de Origem Controlada e
Garantida) não mais como nome de uva, mas sim como nome da região. Quem
utilizava a uva prosecco para navegar na onda, agora, ao menos do ponto de
vista da lei italiana e da comunidade europeia, estará impedido. Acaso queiram
continuar o engodo ao consumidor poderão usar o nome da uva... Glera. Ou seja, prosecco
agora apenas da região original. Estima-se que, do total de
160/170 milhões de garrafas, o miolo produza 70 milhões, e o Prosecco (ops)
regional (antiga denominação IGT, agora DOC) algo como 100 milhões.
Grandes juristas, maus espumantes! O problema não é legal, mas
de intrínseca falta de qualidade.
Direto e simplório, alguns exemplares chegam a ser enjoativos. A partir desta
única... Glera, é leve, cítrica para doce e tem bolhas pouco persistentes. Beba
logo porque o gás acaba. Vamos então engolindo sem atenção, perseguindo algo
que o prosecco não retribui. Má vontade? Críticos são sempre crilas?
Façam para si mesmos um teste: qual o melhor prosecco de que se
lembram? Nenhum... são todos tão iguais! Tanto é que a lei italiana de
01/08/2009 trouxe novas exigências em termos de menor
produtividade por vinha, buscando melhorar a qualidade. Auguri,
aspettiamo! A parte
boa está no preço camarada, em torno de R$ 40. Nada contra a Itália, até porque
prefiro franciacorta depois de champagne.
Se meu
gosto pessoal prevalecesse teríamos o fim do prosecco nas festinhas de
lançamentos e casamentos Brasil afora. Veremos na semana que vem se há algo
melhor do que... Glera.
por Carlos Celso Orcesi da
Costa
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
1.000 Grandes Vinhos
Buscando encontrar grandes vinhos que não custam fortunas, a
equipe de autores especialistas usou uma regra simples para selecioná-los:
visitou as melhores vinícolas do mundo e experimentou seus rótulos menos caros.
Encontraram, então, segundos vinhos fantásticos de châteaux famosos de
Bordeaux, tintos tentadores de vinícolas da California, varietais menos
festejados da Alemanha e centenas de outras boas compras.
O livro abrange todos os principais países produtores de
vinhos do mundo e estrelas em ascensão, como África do Sul, Argentina e Brasil.
A publicação também oferece uma seleção espetacular de vinhos com preços acessíveis
para o leitor saboreá-los sem comprometer seu orçamento e inclui capítulos
especiais que ensinam a ler rótulos e também um completo glossário.
1.000 Grandes Vinhos – Que não custam uma fortuna, das
melhores vinícolas do mundo
Jim Gordon, Editora Globo, 352 páginas – R$ 89,90
terça-feira, 2 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
VINHOS DOS EUA - OREGON
Google Imagens
Introdução
O estado do Oregon localiza-se ao norte do estado da Califórnia e ao sul do estado de Washington. Suas regiões vinícolas se estendem pelos vales formados entre a Cordilheira Costeira e os Montes das Cascatas.
A indústria vitivinícola do Oregon só surgiu a partir de 1960, com a segunda onda de produtores de vinho americano.
Alguns produtores insatisfeitos com seus resultados na Califórnia e buscando alternativas para se fazer um vinho mais elegante e de estilo europeu, decidiram explorar o potencial de alguns vales do Oregon. Paralelamente a isso, a Califórnia e a Universidade de Davis só estavam interessados em produzir vinhos quentes, potentes e alcoólicos em propriedades/empresas enormes. Tinham que ser grandes empreendimentos com grandes estruturas.
Alguns alunos tinham outra visão, eles queriam fazer vinho em pequenas propriedades, vinhos delicados, vinhos com as próprias mãos. Mais uma vez, o Oregon era a resposta.
Principais
Regiões
O estado do Oregon pode ser dividido em três grandes regiões produtoras: Willamette Valley, Umpqua Valley e Rogue Valley.
A melhor e mais destacada região é Willamette Valley, que se estende desde o sul da cidade de Portland até a cidade de Eugene. O clima é frio e úmido, as vinhas estão plantadas nas encostas e tem orientação sul/sudeste. O solo é vulcânico com presença de ferro.
Principais Uvas
O Oregon é a verdadeira terra da Pinot Noir nos Estados Unidos. Seus vinhos são mais elegantes e delicados que seus semelhantes californianos. Vários produtores franceses da Borgonha se interessaram em cultivar a Pinot Noir nessa região. Hoje em dia, podemos encontrar inúmeros empreendimentos franco-americanos ou franceses apenas. O melhor exemplo é o Domaine Drouhin.
Outras variedades
cultivadas são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Zinfandel, Chardonnay, Riesling,
Sauvignon Blanc, Gewürztraminer e, recentemente, Pinot Gris.
CONFRARIA DOS PRAZERES (Vinho, Jazz e Charuto)
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