sexta-feira, 13 de julho de 2012

Como usar gola laço


As golas laço caíram no gosto feminino e prometem permanecer em alta durante as próximas temporadas

Foto: Reprodução

As camisas com gola laço, conhecidas também como “pussy bow blouse”, invadiram o guarda-roupa feminino e estão presentes nas coleções de grandes grifes como Marc by Marc Jacobs, Moschino Cheap and Chic, Brioni e Jason Wu. A gola laço, forte referência aos anos de 1970, normalmente vem acompanhada de camisas de seda ou cetim.

Sofisticado, o detalhe tem como característica quebrar a seriedade da peça, dotando-a de feminilidade. Além do que, golas laço são ideais para produzir looks mais formais de trabalho: invista em peças de alfaiataria combinadas ao salto médio quadrado. Opte por brincos pequenos para que não entrem em conflito com o detalhe da gola.

Usar camisas de gola laço com peças de estilo e tecidos distintos compõe looks irreverentes. Versátil, podem e devem ser usadas em combinações hi-lo, ou seja, peças básicas aliadas às sofisticadas. Combine assim, camisas gola laço ao jeans e sapatilhas. Todavia, o modelo laço pode fazer par também à composições lady like quando coordenados a calças de alfaiataria, cós alto e saias midi.

A tendência setentinha, por sua vez, aparece em camisas de mangas longas ou curtas, em tecidos nobres de ótimo caimento, e pode ser adotada segundo a tendência quando aliada aos tons de vermelho e coral, tal como às estampas – como no xadrez, listras, animal print e poás – ou às sóbrias tonalidades do off-white, branco e preto.

A versatilidade da gola, entretanto, está na forma com que se faz a amarração do laço. As duas tiras de tecido que saem da altura do pescoço podem formar um semilaço, um laçarote pomposo, um nó ou simplesmente serem usadas soltas. Seja qual for a maneira adotada, é destaque para o inverno 2012 e promete se manter em alta durante o verão 2013.
Dicas para adequar a gola à silhueta
Mulheres de todas as idades estão aptas a usar peças com golas laço. As de ombros estreitos ou seios pequenos podem abusar dos grandes laçarotes. Neste caso, quanto mais volume, melhor. Ao avolumar a parte superior do corpo, ombros e quadris se equilibram, criando a ilusão de que os seios são maiores.
Mulheres de seios grandes ou ombros largos, contudo, podem usar a gola laço, mas preferencialmente devem optar pelo devote “V”, com laços menores, tal como optar por usar a fita solta, fazendo apenas um nó para juntar as pontas ao centro do corpo, criando assim uma linha vertical com o intuito de alongar a silhueta e não criar volume nos ombros ou na região dos seios.


Segundo a tendência, golas laço podem ser adotadas quando aliadas aos tons de vermelho e coral, tal como às estampas


Por Selena Escher



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Como combinar as roupas com a cor e o estilo do esmalte


Coordenar a tonalidade do look à cor de esmalte torna o visual mais sutil e harmônico

Foto: Reprodução / We Heart It

Os esmaltes ganham novas tonalidades e estilos a cada estação, e assim, andam lado a lado às tendências de moda. Contudo, as produções ganham um toque a mais quando aliadas a unhas bem feitas, de cores coordenadas. Porém, dentre tantas opções, erros e gafes podem surgir ao compor o visual. A cor do esmalte não deve ser igual aos tons escolhidos das peças do look, logo, devem estar em harmonia a ele.

Entre as nuances fáceis de compor estão o branco, rosa, vermelho, vinho, preto, marrom e bege. Na contramão, cores como o azul, roxo, verde e esmaltes metálicos exigem um pouco mais de atenção. As opções mais complicadas de coordenar, portanto, são nuances fluorescentes, os neons, esmaltes bicolores, e texturizados, como o craquelê, metálicos e esmaltes com glitter.

Logo, looks monocromáticos em preto e branco aliam-se corretamente a todas as tonalidades de esmaltes, o segredo é estar atenta à ocasião. Para uma entrevista de emprego, por exemplo, não use unhas chamativas em conjunto a peças de alfaiataria; opte pelo nude, rosa ou vermelho. Para festividades, caso escolha roupas brilhantes, não utilize esmaltes com glitter.

Assim, quando pintar mãos e pés em cores diferentes, escolha cores que conversem entre si, como o rosa-claro e uva, nude e café, verde-água e branco, dentre outros. Porém, combinar o make up e as unhas às roupas neutras faz-se o mais interessante. Veja alguns exemplos práticos de como combinar as cores das roupas aos esmaltes:

Verde e azul - Para produções discretas, roupas verdes coordenam-se aos tons amarronzados, envelhecidos e tons avermelhados, como o próprio vermelho e o alaranjado; tons escuros de esmalte como azul-marinho e preto combinam-se à looks azuis, assim como o alaranjado para produções mais ousadas, estilo color blocking.

Amarelo, alaranjado e mostarda - Peças amarelas combinam-se aos esmaltes metalizados puxados para o bronze, tons escuros e avermelhados, e lilás; para maior harmonia aos visuais alaranjados, opte por unhas nude, verdes e amarronzadas; o mostarda é um tom um pouco mais complicado de se combinar, logo, escolha os marrons, alaranjados e lilás para as unhas.

Vermelho, rosa e lilás - Sendo uma cor chamativa, opte pelo dourado, nude, preto, grafite e branco para combinar ao vermelho; o rosa, uma cor delicada, pede esmaltes claros, tal como a cor cinza-metálico e o preto; fácil de combinar, o lilás coordena-se bem a quase todas as cores: prata, rosa e tons arroxeados são algumas das cores desejáveis, assim como o alaranjado.


As produções ganham um toque a mais quando aliadas à unhas bem feitas, de cores coordenadas.

Por Selena Escher





quarta-feira, 11 de julho de 2012

Derrubando mitos 10 dogmas que merecem ser revistos



O mundo do vinho é repleto de dogmas, mas nem todos devem ser seguidos à risca. Mais do que isso, muitos deles sequer são verdadeiros



O mundo do vinho é carregado de rituais. E os rituais costumam gerar dogmas, pontos fundamentais ensinados em uma crença est abelecida ou doutrina; e, por definição, incontestáveis. Essa falta de contestação nos coloca numa situação de conforto intelectual e comport amental, afinal de contas, "se essa é uma verdade fundamental e absoluta, não tenho como errar ao seguir seu preceito".

Isso é social e intelectualmente fundamental para darmos nossos primeiros passos em um certo campo de conhecimento, como o vinho, por exemplo. Mas, quando vamos tendo mais experiências, vemos que aqueles dogmas não são exatamente verdadeiros e de maneira alguma absolutos.

Quando nos lembramos daquela segurança inicial com a qual proferíamos e disseminávamos os dogmas essenciais, recordamos da doce ingenuidade de nossa infância e seus mitos. Sendo assim, decidimos elencar alguns desses mitos do mundo do vinho, que servem muito bem a nosso conhecimento e que depois são maravilhosamente destruídos, revelando que este mundo é um eterno desvendar.

Você pode até não concordar com os pontos levantados, mas aí só está mais uma prova de que o vinho, além de maravilhoso, é muito democrático.

MITO 1
O vinho melhora com o tempo
Derrubar este mito é como bater em bêbado, mas vamos considerar isso um aquecimento. Na verdade, mais de 90 % dos vinhos produzidos no mundo são feitos para serem consumidos em até um ano após saírem das vinícolas e, depois disso, ou não evoluirão ou ficarão piores.

MITO 2
As regiões para produzir bons vinhos estão entre os paralelos 30 e 50º (norte e sul)
Vamos lembrar nossas aulas de física e pensar que quanto mais subimos em uma mont anha, mais frio fica. Hoje, o conhecimento científico e a prática das plantações em altitude mostra que plantar vinhedos 100 metros mais alto equivale a plantá-los em uma latitude 1o maior.

MITO 3 
Vinhos de vinhedos em latada são inferiores
A superioridade da condução em espaldeira é incontestável como método geral, mas, em locais onde o sol é extremo e onde "não chove", os defeitos da latada se tornam suas virtudes. A falta de sol nos frutos e no solo - que normalmente gera muita umidade e proliferação de fungos - serve como proteção para que o fruto não seja queimado e danificado pelo sol. Alguns belos vinhos vindos de verdadeiros desertos têm sua qualidade auxiliada pela plantação de seus vinhedos em latada.

MITO 4 
Vinhos brancos devem ser bebidos jovens
Em um país em que os vinhos tintos reinam absolutos, poucas pessoas têm a felicidade de contestar este mito, ou sequer têm o interesse de fazê-lo. Sim, a grande maioria dos vinhos brancos é elaborada para ser bebida jovem, com até dois anos de vida. Essa é a regra geral. Mas a verdade é que alguns vinhos brancos são verdadeiros maratonistas, aguentam um longo percurso e, mais do que isso, ficam melhores a cada ano que passa. Grandes Borgonhas brancos (como os da família Valette, por exemplo), grandes Rieslings (cujos aromas de evolução são tão discutidos nesta edição), os espet aculares Tondonia e outros tão especiais são prova disso. Podemos ir além e mat ar dois mitos em uma garrafada só, ao dizer que é possível (e recomendado, às vezes) decantar um branco, como, por exemplo, um jovem Coulée de Serrant 2005, que pode esperar cerca de três horas para ser degustado em seu esplendor. Assim, vinhos brancos têm que ser bebidos jovens e não devem ser decantados? Mito.
MITO 5 
Beber faz mal a saúde
Dezenas de estudos realizados nos últimos 20 anos demonstraram cientificamente os benefícios à saúde que o consumo do vinho proporciona. O vinho é um verdadeiro elixir, que faz bem da pele ao coração, passando pelo cérebro, pela diminuição do risco de diversos tipos de câncer e muito mais.

MITO 6 
O vinho faz bem à saúde
Os mesmos estudos que comprovaram o benefício do consumo do vinho para nosso organismo quando bebido frequente e moderadamente (máximo de duas taças ao dia parece ser a indicação ideal), desaconselham fortemente seu consumo acima de quatro taças diárias; uma vez que essa quantidade aumenta o risco de várias das mesmas doenças que ajuda a prevenir quando bebido com moderação.
MITO 7 
Vinhos orgânicos e naturais são melhores
Como todas as outras premissas, est a também está inexata. Não há duvida de que um vinho cuja produção foi feita sem produtos químicos é melhor para a nossa saúde, mas não é verdade que os vinhos orgânicos e naturais sejam melhores em qualidade que seus irmãos não orgânicos.

MITO 8 
Vinhos orgânicos são mais caros porque custam mais para serem produzidos
Esta é uma verdade apenas nos primeiros anos de um vinhedo orgânico, mas, uma vez que a vinha encontra seu equilíbrio e proteção natural, passa-se a economizar pelo não uso de produtos químicos e menor intervenção humana na planta.

MITO 9 
Os vinhos mais caros recebem mais cuidados e assim têm maior custo de produção
Os custos de produção sobem até um patamar, depois disso, pagamos mais pelo que representa um determinado vinho do que por sua composição de custos. Valor histórico, reconhecimento, escassez e outros elementos passam a influir mais no preço do vinho que seu custo de produção.

MITO 10
Vinho bom é o vinho de que você gosta
Este é o mito dos mitos, o grande sofisma adorado pelos iniciantes do mundo do vinho (e por muitos que não são iniciantes). "Bom, se isso é falso, por que meus amigos que entendem muito de vinho falam isso para mim?", alguns podem estar se perguntando. Mas, se eles dizem isso, é exatamente porque são seus amigos, ou então porque não têm tanta intimidade com você... A verdade, entretanto, é que se fala isso para que uma pessoa não abandone o vinho por se sentir contestado, e tenha a oportunidade de degustar mais, aprender mais e começar a divulgar esse sofisma para outras pessoas que estão começando no mundo do vinho. Sim, você tem o direito de gostar do que quiser, e mais do que isso, de tomar o que gost a. Mas esse fato não faz com que o vinho que você gosta seja tecnicamente melhor do que o que você não gosta. Nosso conselho: não se feche em dogmas e esteja aberto a assumir que sempre temos a evoluir em capacidade de degustar e conhecer coisas novas.

Por Christian Burgos

terça-feira, 10 de julho de 2012

Como abrir uma garrafa de champagne


FOTO: CLUBE DO VINHO

Se você precisa abrir uma garrafa de champagne pela primeira vez e não faz idéia de como se realiza esta profecia, chegou ao lugar certo! Abaixo estão as instruções ordenadas e alguns videos demonstrando a arte de abrir uma garrafa de champanhecom estilo. O ideal é que você não chacoalhe a garrafa antes de abri-la, pois isso tira o gás da bebida que perde suas propriedades.

1.Desenrosque o arame que prende a tampa girando-o cerca de 5 ou 6 vezes no sentido anti-horário;

2.Pegue uma toalha branca e limpa, segure-a por baixo segure a rolha da garrafa com seus dedos pela toalha, pois você não vai rodar a rolha, mas sim a garrafa;

3.Com sua outra mão gire a garrafa pela base no sentido anti-horário (esquerda!) até a rolha soltar e você ouvir o “PLOC”;

4.Sirva em uma taça apropriada para champagne, e lembre-se que se deve segura-la apenas pela haste, para que o calor da sua mão não passe para a bebida.

Viu só? Depois da primeira vez não tem mais segredo, agora é só curtir o reveillon, aniversário ou qualquer que seja a comemoração que você esteja brindando! tim-tim!

Fonte: Blog MCSX


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tendências em decoração para 2012


Cores, revestimentos e estilos que estão em alta neste ano

Neste ano, a sustentabilidade continua se mantendo forte e dominando cada dia mais os diversos aspectos que permeiam a decoração. Decorar sem agredir o meio ambiente é uma forte tendência não só para este ano, mas sim algo a ser seguido daqui em diante.

A utilização da madeira reciclada e os móveis usados despontam como uma maneira de decorar de forma sustentável. Além disso, utilizar materiais como tecidos fabricados de maneira ecologicamente correta também é uma alternativa interessante para quem quer ter uma casa amiga da natureza.

Outra forma de tornar seu lar mais eco-friendly por meio da decoração é minimizar o número de objetos decorativos. Em vez de encher os ambientes com diversos itens pequenos, prefira poucos objetos de grande expressividade. Assim, a limpeza será mais simples, diminuindo a utilização de produtos químicos.

Ainda neste sentido, a natureza inspira as tendências de decoração em 2012 trazendo revestimentos, cores e materiais que remetam a ela.

No campo dos revestimentos, uma boa opção é a pastilha de fibra de coco. Sua aparência rústica e natural aliada à elementos contemporâneos adiciona estilo a qualquer ambiente. Vale a pena lembrar que o equilíbrio e a harmonia entre os elementos da composição é essencial.

Quanto às cores para decoração neste ano, os tons naturais também estão em alta. Cores como marrom e verde e ainda tons neutros como beges e o branco continuam sendo tendência quando se trata de decoração.
A onda color blocking que se manteve firme no universo da moda por muito tempo, foi aproveitada na decoração. Combinar cores fortes, de maneira harmoniosa, também é uma opção para quem quer decorar de forma mais expressiva. Algumas dessas combinações podem incluir amarelo, verde, azul, magenta, laranja, vermelho, entre outras cores fortes e vivas.

Em 2012, decorar é sinônimo de brincar com contrastes. Experimentar combinações de cores neutras com tons fortes como o vinho é uma das sugestões para quem quer decorar ou redecorar o lar.

O estilo aplicado na decoração desse ano trata de uma combinação de valores quase opostos, como composições com peças assinadas e peças que podem ser encontradas em um supermercado, por exemplo – seguindo a tendência hi-lo emprestada da moda.

Outra combinação de estilos que é tendência em 2012 é a utilização de peças mais antigas, objetos que tenham alguma história e peças novas, com um feeling mais contemporâneo.

Embora as tendências estejam sempre se renovando, vale a pena investir em um estilo próprio, que tenha a sua cara. Não tenha medo de criar seu próprio estilo de decoração. Inspire-se e produza algo que tenha o seu jeito e que seja como você quer e gosta.

Por Andressa Dias





terça-feira, 3 de julho de 2012

Degustação de vinhos passo a passo


Foto: Portal Menu Especial

Quer descobrir se um vinho é encorpado, forte ou suave? Reconhecer sua a textura e bouquet ? Nosso expert somelier indicará os passos iniciais para entrar no mundo dos vinhos e transformar-se no rei (ou rainha) do saca-rolhas. Dicas básicas sobre a temperatura ideal, taças e a decantação.
Degustar vinho consiste em apreciar e decodificar a maior quantidade possível de sensações que esta bebida é capaz de nos causar. É importante levar em conta que o vinho não é feito para ser degustado e sim desfrutado, porque o ato de apenas “degustar” é absolutamente artificial e sem importância.

A distância que separa o “degustar” e o “desfrutar” é a mesma entre um bate-papo e um interrogatório judicial. Por falar em linguagem judicial, aconselho a todos a abordar o tema como se fosse um jogo e não como um juiz: o risco de você tomar o lugar do juiz é muito grande e segundo minha experiência, os resultados são sempre desaconselháveis e tremendamente chatos, a menos que esteja particularmente interessado em fazer um curso rápido em superficialidade e esnobismo.
Agora, se desvendar os mistérios do vinho como um jogo, a degustação nos permitirá refletir sobre os vinhos, conhecê-los melhor, e mais do que tudo, conhecer a nós mesmos. Porque todas as fases da degustação nos revelam verdades sobre o vinho, todas, até as mais sem sentido, nos revelam verdades a respeito de quem os formulou.
Então, vamos ao ponto: você está sozinho em frente a sua garrafa de vinho (ou várias) e quer que alguém o oriente na escolha. Espero poder ajudar.
Primeiros passos
Temperatura
Preste muita atenção à temperatura recomendada. Em muitos casos está indicada no rótulo da garrafa. Os tintos devem ser servidos entre 14 a 16º.C – quando são excepcionalmente descuidados. De 16 a 18º.C quando tiverem um pouco mais de corpo (a maioria dos vinhos do continente) e de 18 a 20ºC os mais encorpados.
Em todos os casos, a temperatura do vinho deve estar abaixo da temperatura ambiente. Muitas vezes, apenas alguns minutos de geladeira chegam à condição ideal. Para aqueles que não têm termômetros, tomem como base que uma bebida com 17º.C é bem “fresca”. Por exemplo, em minha geladeira doméstica, leva uns 30 minutos ou mais para que 750cm3 de vinho fique à esta temperatura em um dia nem muito frio e nem muito quente.
Para os vinhos brancos se recomenda que sejam servidos a uma temperatura entre 8 e 12º.C, seguindo um critério similar.
Em ambos os casos, um excesso de temperatura causará, entre outras coisas, a aceleração da vaporização do álcool, propiciando uma sensação pouco agradável (alcoólica e agressiva) em seu olfato. Ao contrário, as temperaturas demasiadamente baixas ocasionarão um “adormecer” dos aromas e sabores do vinho, neutralizando uma grande parte do trabalho realizado pelo enólogos.
Ah! É claro seria muito mais fácil pegar o vinho diretamente de uma adega onde temos uma temperatura constante e ideal. Acontece que se você tivesse em sua casa uma adega climatizada não estaria consultando esta matéria.
As taças
Por mais que a tendência de supervalorizar este tipo de utensílio me deixe muito nervoso, tenho que admitir que a taça é um ítem importante. Uma taça lisa, com uma silhueta de “tulipa” é adequada para a maioria dos casos. As taças para os vinhos tintos devem ser maiores que as utilizadas para vinhos brancos (contém um volume aproximado de meio litro) e as taças para as degustações profissionais são ainda menores que as anteriores.
Naturalmente, se contamos com alguns destes copos majestosos de cristal sem emenda, de borda lisa e fina (ao contrário daquelas reforçadas e grotescas taças de segunda linha) e com um pé fino, irrisório, a mesa automaticamente estará pronta para uma festa. Ao levantarmos e analisarmos, a sua fragilidade é até comovedora, é em si um início mágico para a degustação, mas de nenhuma maneira é essencial.
Por isto, voltemos à Terra: o fundamental é que o vidro seja liso e transparente, que o tamanho da taça, permita girar o vinhos por suas paredes comodamente, e quando possível, que a sua borda tenha a função de concentrar os aromas.
A decantação 
É cada vez mais frequente nos restaurantes o uso de garrafas de cristal ou vidro transparente em que servem os vinhos substituindo as garrafas originais (principalmente os tintos). Algumas possuem um design maravilhoso, outros horríveis. O nome destes recipientes é “decanter”, como a famosa publicação britânica de vinhos. Em espanhol utilizam a palavra “decantador”, mas por algum motivo a forma inglesa é mais utilizada. Como seu nome já indica, utilizavam estas garrafas especiais para decantar os vinhos e evitar que as “sujeiras” de garrafas antigas chegassem às mesas e por conseqüência às taças.
Hoje em dia, em que não se tomam tantos vinhos antigos, e que as “sujeiras” não são freqüentes, se usa o decanter para favorecer o contato do vinho com o ar e assim favorecer a liberação de partículas voláteis (principalmente os tintos) . Se querem um pouco de gíria “snobbish”, o mesmo que “fazer respirar o vinho”, “que “faz oxigenar” o vinho.
Certamente este utensílio que deveria auxiliar, também têm seus inconvenientes. O primeiro é que possui uma verdadeira tendência a derrubar a última gota de vinho nas gravatas de mais de 200 dólares, nas golas dos ternos, nos vestidos das senhoras, por isto aconselho muita prudência e muito treinamento para não passar por estes vexames. O segundo é de ordem técnica. Ao ampliar a superfície de contato do vinho com o ar e com o recipiente em um dia de calor, o vinho passará em 3 minutos de 17º C ao, para os 29ºC do ambiente. O terceiro é que o se vinho é extremamente delicado, corre-se o risco de perder todo o seu aroma.
Para aqueles que não possuem decanter em casa, recomendo abrir o vinho (com no mínimo) duas horas de antecedência. Em todo caso, cabe ressaltar que o uso do decanter deve ser muito criterioso, e, da mesma forma que não utilizamos determinados utensílios só porque estão na cozinha, peço que evitem o uso do decanter só porque nosso chefe nos deu presente de Ano Novo.
Uma última consideração: em muitos anos de degustação profissional, jamais vi decantarem vinhos em um concurso.
Fonte: Terra / Federico Fialayre