Por Revista Divino Sabores
Um espaço para falar de beleza, arte, maquiagens, jóias, viagens, cultura e é claro, muito vinho!Vamos degustar esse maravilhoso universo feminino!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Vinhos no feminino
Daniella Romano
Vinho de mulher não há: uvas e vinhos não têm sexo. Mas o número de
sommelières cresce ano a ano, e o toque feminino já se faz nota
Uva não
tem sexo. Seria poético e amável dizer que a mão das mulheres enólogas opera
milagres na feitura dos vinhos; que seus vinhos são mais delicados, sutis e
elegantes. Balela. Existem vinhos e só. Alguns deles podemos chamar de
femininos, num arriscado estereótipo, mas eles podem ser feitos por qualquer
um. É uma metáfora para o líquido, mais perfumado aqui, mais voluptuoso ali.
Tudo não passa de uma brincadeira, uma boutade para animar degustações e
colorir as descrições de aromas.
A conclusão é que tanto faz, não há vinhos de mulheres, pois a produção de uma garrafa é um trabalho coletivo que vai do plantio, poda e colheita às decisões enológicas de sua feitura. Como as uvas, os vinhos não têm sexo. São vinhos, uma bebida.
Enólogas no Brasil há poucas. O Paladar conversou com a única titular de uma vinícola (leia abaixo). A profissão ligada ao vinho que realmente está envolvendo as mulheres é a do serviço da bebida nos restaurantes. Cada vez há mais sommelières. Gabriela Monteleone, quando assumiu a sommellerie do restaurante D.O.M. de Alex Atala, tornou-se a mais importante delas.
Nesse caso sim, há um toque feminino evidente no manejo de taças, decantadores e garrafas.
Entrevista
Gabriela Monteleone, sommelière do D.O.M.
Há vinhos, vá lá, ‘para mulher’ e ‘para homem’. Mas não há diferença entre vinho feito por homem e por mulher
Como foi ir para o D.O.M.?
Uma semana depois de o Alex Atala ter ficado em sétimo lugar no ranking da Restaurant, ele me ligou e me convidou para trabalhar com ele. Aceitei na hora, era o grande desafio.
Cada vez há mais sommelières em São Paulo, o serviço de vinho te parece um lugar mais adequado para a mulher que a cozinha?
Não acredito que a predisposição a um trabalho tenha relação com o gênero. Lembro-me de que quando comecei também não havia muitas mulheres na cozinha profissional. Como o serviço de sala demorou um pouco mais para se tornar algo valorizado e profissional é natural que somente agora fique mais clara a presença das mulheres exercendo essa função.
Há poucas enólogas no Brasil. Por que será?
Talvez um pouco pelas mesmas razões acima citadas. A profissão de enólogo só foi regulamentada em 2007 e, apesar de alguns bons anos de produção no Brasil, o mercado só se aqueceu de uns dez anos para cá. Provavelmente teremos mais moças na área nos próximos anos.
Vê diferença entre o vinho feito por uma mulher e o feito por um homem?
Nenhuma. A diferença é entre alguém que sabe produzir vinho e alguém que não sabe. Note que um bom enólogo, independentemente do gênero, busca ser fiel a seu terroir. E quando transmite alguma característica a seu vinho ela está mais ligada a um conceito pessoal do que ao fato de ser homem ou mulher.
No Pomodori você avinhava as taças (umedecer cada uma com vinho antes de servir), acho mesmo que foi a primeira pessoa a introduzir a prática aqui. Ainda faz isso? Acha importante?
Apesar de achar extremamente importante, não só pelo mise-en-scène, mas também pela funcionalidade, por enquanto não faço no D.O.M. Mas acredito que em uns dois meses voltarei a fazer. É algo muito clássico no serviço de vinhos, porém demanda um fluxo diferente na sala e sinergia grande entre a equipe. Estamos a um passo disso acontecer.
A cozinha do D.O.M. é muito amiga dos brancos e espumantes. Você os sugere com frequência?
O trabalho com os brancos e espumantes é muito realizado no D.O.M. Realmente são nossos grandes amigos para a harmonização. Hoje temos a opção de harmonizar os menus degustação no restaurante, e é algo que sempre explicamos aos nossos comensais. Temos uma média de 70% de brancos no menu harmonizado. Acho que o D.O.M. vive uma realidade um pouco atípica em relação aos outros restaurantes, uma vez que os clientes, em sua maioria, procuram a experiência. Nesse contexto o trabalho de indicação é favorecido. Também notamos que alguns clientes levam seus vinhos, mas com cuidado em relação aos pratos. Levam brancos, ou tintos de leveza ou vinhos já com grande evolução de aromas e estrutura branda.
Como o público estrangeiro, grande frequentador do D.O.M., está reagindo aos vinhos brasileiros?
A reação é positiva, mas é necessário o auxílio do sommelier nessa hora. Temos de deixar claro que o que vão encontrar na taça nada tem a ver com argentinos. São vinhos gastronômicos, frescos, com um acento muito mais europeu que sul-americano.
Voltando ao assunto dos vinhos e gêneros: há vinhos femininos e masculinos?
Existem os delicados e robustos. Se pensarmos nesse paralelo em relação a mulheres e homens, as comparações são infinitas. Vinhos com aromas florais e notas de frutas delicadas têm um apelo mais feminino. Vinhos com aromas animais e defumados seriam mais masculinos. Porém, veja, os padrões mudaram muito. Existem mulheres que preferem vinhos mais duros e homens que preferem os mais macios. Mas em termos clássicos temos a feminilidade dos vinhos da Borgonha e o apelo masculino e musculoso dos vinhos de Bordeaux.
A conclusão é que tanto faz, não há vinhos de mulheres, pois a produção de uma garrafa é um trabalho coletivo que vai do plantio, poda e colheita às decisões enológicas de sua feitura. Como as uvas, os vinhos não têm sexo. São vinhos, uma bebida.
Enólogas no Brasil há poucas. O Paladar conversou com a única titular de uma vinícola (leia abaixo). A profissão ligada ao vinho que realmente está envolvendo as mulheres é a do serviço da bebida nos restaurantes. Cada vez há mais sommelières. Gabriela Monteleone, quando assumiu a sommellerie do restaurante D.O.M. de Alex Atala, tornou-se a mais importante delas.
Nesse caso sim, há um toque feminino evidente no manejo de taças, decantadores e garrafas.
Entrevista
Gabriela Monteleone, sommelière do D.O.M.
Há vinhos, vá lá, ‘para mulher’ e ‘para homem’. Mas não há diferença entre vinho feito por homem e por mulher
Como foi ir para o D.O.M.?
Uma semana depois de o Alex Atala ter ficado em sétimo lugar no ranking da Restaurant, ele me ligou e me convidou para trabalhar com ele. Aceitei na hora, era o grande desafio.
Cada vez há mais sommelières em São Paulo, o serviço de vinho te parece um lugar mais adequado para a mulher que a cozinha?
Não acredito que a predisposição a um trabalho tenha relação com o gênero. Lembro-me de que quando comecei também não havia muitas mulheres na cozinha profissional. Como o serviço de sala demorou um pouco mais para se tornar algo valorizado e profissional é natural que somente agora fique mais clara a presença das mulheres exercendo essa função.
Há poucas enólogas no Brasil. Por que será?
Talvez um pouco pelas mesmas razões acima citadas. A profissão de enólogo só foi regulamentada em 2007 e, apesar de alguns bons anos de produção no Brasil, o mercado só se aqueceu de uns dez anos para cá. Provavelmente teremos mais moças na área nos próximos anos.
Vê diferença entre o vinho feito por uma mulher e o feito por um homem?
Nenhuma. A diferença é entre alguém que sabe produzir vinho e alguém que não sabe. Note que um bom enólogo, independentemente do gênero, busca ser fiel a seu terroir. E quando transmite alguma característica a seu vinho ela está mais ligada a um conceito pessoal do que ao fato de ser homem ou mulher.
No Pomodori você avinhava as taças (umedecer cada uma com vinho antes de servir), acho mesmo que foi a primeira pessoa a introduzir a prática aqui. Ainda faz isso? Acha importante?
Apesar de achar extremamente importante, não só pelo mise-en-scène, mas também pela funcionalidade, por enquanto não faço no D.O.M. Mas acredito que em uns dois meses voltarei a fazer. É algo muito clássico no serviço de vinhos, porém demanda um fluxo diferente na sala e sinergia grande entre a equipe. Estamos a um passo disso acontecer.
A cozinha do D.O.M. é muito amiga dos brancos e espumantes. Você os sugere com frequência?
O trabalho com os brancos e espumantes é muito realizado no D.O.M. Realmente são nossos grandes amigos para a harmonização. Hoje temos a opção de harmonizar os menus degustação no restaurante, e é algo que sempre explicamos aos nossos comensais. Temos uma média de 70% de brancos no menu harmonizado. Acho que o D.O.M. vive uma realidade um pouco atípica em relação aos outros restaurantes, uma vez que os clientes, em sua maioria, procuram a experiência. Nesse contexto o trabalho de indicação é favorecido. Também notamos que alguns clientes levam seus vinhos, mas com cuidado em relação aos pratos. Levam brancos, ou tintos de leveza ou vinhos já com grande evolução de aromas e estrutura branda.
Como o público estrangeiro, grande frequentador do D.O.M., está reagindo aos vinhos brasileiros?
A reação é positiva, mas é necessário o auxílio do sommelier nessa hora. Temos de deixar claro que o que vão encontrar na taça nada tem a ver com argentinos. São vinhos gastronômicos, frescos, com um acento muito mais europeu que sul-americano.
Voltando ao assunto dos vinhos e gêneros: há vinhos femininos e masculinos?
Existem os delicados e robustos. Se pensarmos nesse paralelo em relação a mulheres e homens, as comparações são infinitas. Vinhos com aromas florais e notas de frutas delicadas têm um apelo mais feminino. Vinhos com aromas animais e defumados seriam mais masculinos. Porém, veja, os padrões mudaram muito. Existem mulheres que preferem vinhos mais duros e homens que preferem os mais macios. Mas em termos clássicos temos a feminilidade dos vinhos da Borgonha e o apelo masculino e musculoso dos vinhos de Bordeaux.
Por Luiz Horta
terça-feira, 16 de outubro de 2012
De onde vieram os spikes?
Um dos assuntos que mais
estão fazendo sucesso na moda feminina são, sem dúvidas, os spikes! Eles aparecem
aplicados nas mais variadas peças e dão um visual totalmente diferente para
tudo. Faça o teste, imagine uma blusinha branca, lisa e básica com spikes. Ela
não fica muito melhor do que sem nada ou do que com uma estampa?! Agora vamos
te contar uma curiosidade sobre eles… Por acaso vocês sabem da onde surgiu essa
tendência de aplicar os spikes nas roupas?
Sabemos que tudo começou com
o movimento punk/rock’n roll, onde os ícones mais estilosos começaram a aplicar
tachas e etc em suas jaquetas de couro ou jeans, em calças e coturnos. Assim
eles montaram um estilo e uma identidade visual muito
forte que continua até hoje. Mas não foram eles que tiveram a ideia, eles foram
inspirados por motoqueiros.
Todo mundo conhece as motos
Harley Davidson? Elas têm uma história e uma tradição de muuuitos e muitos anos
e estão entre as motocicletas mais caras do mundo todo, tudo pelo seu processo
de fabricação que é manual até
hoje. Elas fizeram muito sucesso nos anos 70 e eram consideradas o “símbolo do
sonho americano”. Porém, como elas eram feitas de modo manual, alguns parafusos
acabavam soltando e caindo pelos lugares, devido ao impacto. Como eles eram
muito caros para comprar e repor e os motoqueiros, quando percebiam que algum
deles caía, descia da moto e guardava para que no próximo posto pudesse apertar
novamente e continuar sua caminhada por onde estivesse.
E onde eles guardavam? Aí
está a parte chave da nossa história, eles aplicavam nas jaquetas de couro, que era acessório indispensável para os
motoqueiros da época. O pessoal do rock’n roll viu e adorou a ideia e começou a
usar! Foi aí que surgiu a moda dos spikes e tachas, que após um tempo foi um
pouco esquecida e voltou com toda a força possível nessa nova temporada.
Hoje podemos ver os mais
variados itens do guarda-roupas feminino com esses estilosos “espinhos” e você
pode usar a vontade com qualquer roupa que
não pesa o visual. Desde os modelos todos trabalhados ou então aqueles com
alguns detalhes, a vez na moda agora é dos spikes!
Por Moda na Passarela
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Do sul da Itália, prazeres intensos
Google Imagens
Dar uma volta pelo sul da Itália nunca é uma ideia ruim. E se você
estiver sem tempo de chegar até lá, garanto que é possível dar essa voltinha em
algumas taças.
Em comum, o sul tem o clima mediterrâneo que banha quase todas as
regiões, enchendo suas uvas de calor, dando vinhos plenos em álcool, ricos por
natureza. Os tintos são potentes e os brancos cremosos.
Claro, nem tudo é cor-de-rosa. As regiões produziram, por décadas,
muita quantidade de vinho diluído, evidenciando pouco do caráter que elas têm
potencial para produzir.
Depois, vinícolas investiram em uvas internacionais, mais
conhecidas, para chamar a atenção. Hoje, as coisas vêm mudando, e as uvas
locais são protagonistas, oferecendo uma gama quase infinita de sabores.
Dos brancos, a Campania tem uma das maiores expressões: a uva
greco. Nos solos chamados de "tufo", dá brancos amplos e minerais na
denominação de origem que leva seus nomes, Greco di Tufo. Gigantes.
Na Calábria, um estilo tão curioso quanto apetitoso de tinto leve
é produzido: a uva gagliopo dá vinhos suculentos e leves que jorram nas taças
nos verões abafados de sua costa mais oriental.
A Sicília é, sem dúvida, a região que gera mais curiosidade.
Talvez por "O Poderoso Chefão" ou pela presença imponente do Etna. A
uva nero d'avola reina, com seus vinhos densos, apimentados, cheios de frutas e
toques de bom vermute.
E a Sardenha, colonizada pelos espanhóis, tem uvas que remetem a
esta herança. Cannonau é a garnacha e seus vinhos são densos, cheios, com
frutas negras no aroma, puro prazer. Que tal uma volta por lá?
Greco di Tufo Vesevo 2010
Maracujá maduro e pedra de isqueiro. Cheio, ótima acidez
Maracujá maduro e pedra de isqueiro. Cheio, ótima acidez
Cannonau di Sardegna i Fiori Pala 2009
Ervas secas, couro e fruta. Delicioso, com taninos fundidos
Ervas secas, couro e fruta. Delicioso, com taninos fundidos
Fatasciá Nero d'Avola 2009
Fruta e tabaco. Cheio de sabor e com taninos firmes
Fruta e tabaco. Cheio de sabor e com taninos firmes
Puglia Primitivo Feudi di San Gregorio 2009
Bem frutado, lembra morangos maduros no nariz e em boca
Bem frutado, lembra morangos maduros no nariz e em boca
Por Alexandra Corvo
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Do sul da França, caráter
Vin de Pays d'Oc
Durante muito tempo, o sul da França ficou conhecido por seu Vin
de Pays d'Oc, vinho de denominação regional, confiável e prazeroso, mesmo sendo
simples.
A região é um verdadeiro Eldorado vinícola. No Rhône meridional há
várias AOC (Appellation d'Origine Controlée), onde encontramos brancos e tintos
de caráter jovem e fresco de vinhedos mais altos, como Côtes du Luberon, Côtes
du Ventoux e Côteaux du Tricastin.
Na zona do Languedoc, solos xistosos se entremeiam com calcários e
arenitos, dando uma paleta incrível de "terroirs" - alguns costeiros
e calorosos, alguns sobre as montanhas, mais frescos. Todas as uvas
mediterrâneas são usadas (mourvèdre, syrah, grenache e carignan, entre outras),
mas a porcentagem de syrah aumenta.
Languedoc produz tintos firmes e produtores independentes se
aglomeram na região. Em Faugères, sobre puro xisto, há vinhos firmes, densos e
terrosos.
Os vinhos das AOC St-Chinian, dos xistos, ao norte, é
exuberantemente frutado, mais denso e longevo nos vinhedos da faixa calcária ao
sul.
Em Minervois o arenito domina, e seus vinhos são cada vez mais
sérios. Corbières tem vários microclimas e grande potencial para vinhos ricos,
carregados de calor e apimentados.
A AOC Fitou, a mais antiga, de 1948, é beneficiada pelas
expressões da uva grenache na parte mais montanhosa e da syrah com mourvèdre no
lado marítimo.
Os vinhos são para quem tem um espírito Indiana Jones. A
recompensa é enorme. São cheios de calor, aromas de ervas, toques vermutados e
costumam ter ótimos preços.
J.L Colombo La Violette Viogner (Vin de Pays d'Oc)
Aroma de erva-doce e mel. Boa estrutura, mas simples
Aroma de erva-doce e mel. Boa estrutura, mas simples
Vignerons du Mont Ventoux 2010 (Côtes du Ventoux)
Aroma de toffee e fruta cozida. Taninos firmes, mas leve, bom para comida
Aroma de toffee e fruta cozida. Taninos firmes, mas leve, bom para comida
Ch. Du Donjon G.Tradition 2010 (Minervois)
Perfumadíssimo. Licor de jaboticaba e incenso. Frutado, rico, final lembra café
Perfumadíssimo. Licor de jaboticaba e incenso. Frutado, rico, final lembra café
Domaine du Ministre 2006 (St.Chinian)
Ameixa preta, tabaco, flor, anis. Bem encorpado, vigoroso
Ameixa preta, tabaco, flor, anis. Bem encorpado, vigoroso
Por Alexandra Corvo
Assinar:
Postagens (Atom)






